Uma importante reunião foi realizada no Paço Municipal para definir as estratégias para garantir o atendimento médico-hospitalar em Guaíra.

Há anos os dois hospitais da cidade enfrentam uma grave crise que culminou com o fechamento do Hospital Santa Rita e a interdição parcial do Hospital São Paulo.

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Com o envelhecimento dos prédios e as exigências dos órgãos fiscalizadores, as administradoras dos hospitais têm encontrado dificuldades para oferecer atendimento de qualidade à população.

O Hospital São Paulo anunciou recentemente que após o dia 29 de fevereiro fará uma notificação ao SUS informando que em 60 dias encerrará suas atividades.

O Ministério Público, a Secretaria de Saúde, Câmara de Vereadores, a 20ª Regional de Saúde, corpo médico municipal, o prefeito Fabian Vendruscolo e sua equipe técnica resolveram então marcar essa reunião para discutir alternativas para dar continuidade aos serviços médicos prestados na cidade.

Todos entendem que é preciso uma alternativa que garanta o funcionamento hospitalar em Guaíra, sem maiores prejuízos.

Para a reunião, foram chamados representantes do Hospital Beneficente de Assis Chateaubriand, gerenciado por uma associação e que passou por processo semelhante. A experiência de Assis foi escolhida como alternativa para a realidade guairense.

Assim, uma assembleia da antiga Associação Assistencial de Guaíra, que era responsável pelo antigo Lar São Francisco, está sendo agendada para que seja mudado o estatuto, voltado agora para o gerenciamento de um hospital.

A ideia é assegurar a parceria público-privada para captação de recursos, bem como para o gerenciamento do hospital. O principal desafio será a atração de mais médicos interessados em clinicar na cidade.

Segundo o secretário de Saúde Marcos Rigolon, a ideia de construir um novo hospital ou adaptar a atual Unidade Central de Saúde não está descartada no futuro, mas por enquanto o objetivo é que a associação administre o espaço, cabendo ao município o repasse para o pagamento do aluguel do atual prédio. Outra ideia é assegurar que parte do lucro da Festa das Nações, que atualmente custeia 4 entidades, volte a fazer o repasse que já foi da Associação Assistencial de Guaíra na época do Lar São Francisco, dessa vez voltado para a gestão do hospital.

Para a procuradora jurídica do Município, Mariana Cândido, o engajamento de toda a sociedade será fundamental para o sucesso da provável nova administradora do hospital. Ela frisou que a experiência positiva de Assis só está dando certo porque todas as entidades organizadas e até mesmo os cidadãos desfavorecidos economicamente estão empenhados em ajudar a associação, tendo em vista que o gerenciamento de tão delicado setor exige muita dedicação.

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Portal Guaíra via Assessoria