Autoridades estiveram reunidas essa semana no Paço Municipal, para discutir a questão do tráfego de veículos em direção ao Paraguai ou voltando do país vizinho. O trânsito, acentuado na Osvaldo Cruz e Almirante Tamandaré, e na região da Praça Castelo Branco (Redondo), tem causado transtornos não apenas aos turistas, mas especialmente aos guairenses que utilizam essas vias diariamente.

Atendendo a um pedido da Aciag, o Executivo organizou a reunião que contou com a presença do vereador e presidente da Câmara Almir Bueno e do vereador Valberto Paixão da Silva, de empresários de variados setores, do chefe regional da Polícia Rodoviária Federal, Higor Braga, e do inspetor-chefe Cleiton Cortez, do comandante da PM Daniel Zambon, do secretário de Infraestrutura Augusto De Nadai, o presidente da Aciag Glênio Antonio Calheiro, do supervisor regional da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) Antônio  Carlos Dezanetti, do chefe da Guarda Municipal Edson Manoel Auler, além do prefeito municipal Fabian Persi Vendruscolo e do vice-prefeito Osmar Volpatto.

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As discussões giraram em torno do intenso tráfego das vias que dão acesso à ponte e os problemas decorrentes disso, como a dificuldade de acesso dos guairenses, seja ao comércio da região, nas ligações entre centro e bairros. Além disso, o risco de acidentes devido ao grande movimento e à imprudência foi debatido.

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Dentre as soluções apontadas, está o contorno viário, que desviará o trânsito do centro da cidade. O projeto para essa obra tem previsão para licitação em março, pelo Governo Federal. A abertura da Avenida Beira Rio também está em fase final e deve desafogar o trânsito da avenida Almirante Tamandaré. Apesar disso, os policiais da PRF entendem o problema do trânsito como um problema estrutural e avaliam que, mesmo com essas duas novas vias, haverá filas, por se tratar de pistas simples e não duplas. A melhor sinalização também foi uma das soluções apontadas, a fim de liberar os cruzamentos, evitando que os carros parem nesses locais quando há fila (através dos “quadrados amarelos”, utilizados em cidades maiores) e de melhorar o fluxo de veículos, desviando carros pequenos e caminhões para rotas diferentes.

O vereador Almir Bueno sugeriu que o uso da balsa seja dinamizado. Assim, além do serviço de transporte pela balsa, deve ser realizado um estudo da viabilidade de ofertar outras formas de travessia, que não utilizem o carro, como o sistema público de transporte. Essas outras formas de travessia podem, inclusive, estimular o turismo, através de ações específicas com hotéis, visando organizar passeios no rio. O presidente da Câmara também lembrou que o problema do trânsito para o Paraguai não é apenas de Guaíra e que, por isso, deve ser discutido também com as autoridades do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. Para ele, a Receita Federal do MS também poderia melhorar sua estrutura para deixar o trânsito mais fluido.

O compromisso assumido durante a reunião foi o da formação de uma comissão para implantação e avaliação de medidas para reduzir os impactos do intenso tráfego nas avenidas Osvaldo Cruz e Almirante Tamandaré. O Executivo se comprometeu a realizar a sinalização horizontal e vertical, que já está inclusive liberada, e a disponibilizar parte do efetivo da Guarda Municipal para controlar, juntamente com a Polícia Militar e a PRF, o trânsito em dias mais movimentados. Também será estudada a possibilidade de estimular o uso de rotas alternativas aos turistas, como através da Vila Margarida e do Parque Industrial. E, por fim, será agendada uma nova reunião com as autoridades do MS e do Paraguai para pensar em uma ação conjunta sobre o tema.

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