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Na noite dessa segunda-feira (23), aconteceu no Salão da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, reunião entre professores e funcionários de todos os Colégios Estaduais de Guaíra e comunidade escolar (pais e alunos), afim de esclarecer os motivos da greve que se arrasta desde o dia 9 – data de início do ano letivo.

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Vários professores fizeram uso da palavra para explicar os aspectos importantes que atingem diretamente a vida escolar do aluno e inviabiliza o início das aulas bem como:

  • Falta de contratação de professores PSS (Processo Seletivo Simplificado), que representa 40% do quadro de profissionais para o funcionamento normal de aula e os mesmos tiveram os contratos rescindidos e não foram efetuadas novas contratações.
  • Falta de contratação de agentes 1 e 2, profissionais estes que são responsáveis pela limpeza, merenda e secretaria. O estado não tem em seu quadro um número de funcionários concursado que supra a demanda nas escolas.
  • Fim dos projetos educacionais e programas como sala de apoio que atende alunos com dificuldade de aprendizado, treino esportivo (voleibol, futsal, handebol, basquetebol e outros), aulas de música são alguns dos projetos em contraturno que fazem com que o aluno fique mais tempo no colégio e contribui de forma significativa no seu desenvolvimento.
  • Abertura e reabertura de turmas/matrículas, o objetivo é evitar a superlotação de salas de aula pois salas superlotadas de alunos prejudicam o aprendizado e a qualidade de ensino.

Esclareceram também outras medidas que o governo tentou aprovar na Assembleia Legislativa em Comissão Geral, que impede um debate mais amplo das propostas que alteram o plano de cargos dos servidores público do Estado são eles:

  • Fim do quinquenio (aumento de 5% que o servidor tem a cada 5 anos no exercício de suas funções).
  • Fim da licença de 3 meses a cada 5 anos.
  • Fim do PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional).
  • Fim do Fundo Previdenciário, hoje com um valor 8 bilhões de reais, pondo em risco o pagamento das aposentadorias dos servidores.

Também foi citado a falta de pagamento do fundo rotativo (verba responsável pela compra de material de limpeza, material de escritório e pequenos reparos nas escolas), o não pagamento de salários dos professores PSS (que tiveram o encerramento de contrato) e 1/3 de férias dos servidores concursados.

Ao final da reunião foi dito que a greve não tem dia para terminar, que a mesma foi decidida em assembleia e seu encerramento será também com a decisão em assembleia,  mas que os estudantes não serão prejudicados no sentido que os dias letivos serão repostos.

A classe pede a compreensão e apoio de toda a população nesta luta que tem como principal objetivo uma escola pública de qualidade.

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Redação Portal Guaíra