No Parque do Lago, conhecido como Fundo de Vale, obra que ainda nem foi entregue a população, foram furtadas nove Palmeiras Areca Locuba e fiação de 33 postes de iluminação, prejuízo cerca de R$ 10.000,00 reais.

O engenheiro Bruno Noguchi, um dos responsáveis pela execução da obra, conta que esses roubos, geram além de “stress” e prejuízos, atrasos na obra. Pois, cada material adquirido e ação de implementação são provenientes de processos burocráticos como licitações, e depois emissão de ordem de compra e compra efetiva. Assim, sendo, cada vez que algo é retirado do local, os processos para repor, são reiniciados, causando atrasos nos prazos de entrega da obra. “E quem são os maiores prejudicados com tudo isso? É a própria população, que acaba não recebendo o espaço”, deixa bem claro o engenheiro Bruno Noguchi.

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Bruno ainda conta que o Fundo de Vale não é caso isolado, que todas as obras em Guaíra sofrem com essas atitudes. Um exemplo é a praça São Francisco, que já teve fiação e até portas de banheiros levadas. Assim como no Centro Náutico Marinas onde já foram furtadas 6 refletores LED de 50W, 1 tanque de louça somando um prejuízo de aproximadamente R$ 2.300,00 reais e devido a esses furtos. Nos próximos dias será necessário a instalação de grades protetoras, câmeras de segurança e central de monitoramento no local para evitar danos futuros, ação que requer investimento de mais de R$ 30.000 reais. Se parar para pensar, esse valor de mais de onze mil reais não precisaria sair dos cofres públicos para este fim e poderia ser usado em outra ação, caso as pessoas não tivessem a cultura de depredar patrimônio público.

A diretora de Turismo Ana Claudia Foletto, acrescenta ainda na fatura de vandalismo da administração municipal, o Portal Turístico, que teve sua primeira etapa entregue em 2016 sendo depredado no mesmo ano. Várias tentativas já foram feitas no local, mas nada até o momento nada inibiu o vandalismo. Atualmente a Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura está licitando a implantação de um novo sistema de monitoramento via câmeras, que deverá ajudar na segurança do local podendo assim ter a obra continuada.

“Patrimônio público já tem nome e sobrenome. É um bem que é de todos. Se quando se adquire uma casa, uma roupa, um sapato, um carro, uma moto, as pessoas cuidam, zelam por ser patrimônios pessoais, porque não zelar por algo que é de todos. Esse zelar quer dizer não só cuidar, não sujar, mas também denunciar quando vê ou sabe de algo ilegal”, enfatiza o vice-prefeito Gileade Osti.

O Secretário de Segurança Pública, Castanon Andrade, retrata que a Guarda municipal tem um efetivo pequeno para atender todos os patrimônios. Atualmente alguns prédios públicos são cuidados por empresas terceirizadas para ajudar com as atribuições da Guarda Municipal, que além de ter poucos membros, alguns gozam do direito de férias e três estão internados devido à COVID-19. Castanon, reforça que a secretária está fazendo uma força tarefa junto a Secretaria de Tecnologia para adquirir “software” de controle das câmeras de vigilância, além de adquirir e instalar as vigias eletrônicas em mais locais. “Ainda assim, mesmo que possamos colocar câmeras e vigias em todos os lugares, é necessário que a população tenha consciência de não depredar, roubar, estragar, pinchar prédios públicos. Esses locais são de todos, as pessoas podem pensar que não, mas quem paga a conta de tudo isso é sempre a população. Consciência ainda é o caminho para mantermos os patrimônios limpos e seguros,” relata o secretário Castanon.

Para denunciar você pode ligar para o 44 3642 2800, ou 156. Se ver algo contra o patrimônio, ou souber quem está comercializando produtos retirados das obras, denuncie. Depredar patrimônio público é crime.

Portal Guaíra com Assessoria