Destaque-Policial-com-logo-pgNessa sexta-feira (2), policiais militares do 3º Pelotão de Guaíra, foram acionados pela central e seguiram até a Aldeia Indígena Guarani Tekoha Marangatu, próximo ao Porto Internacional Sete Quedas, margens do Rio Paraná.

No local, uma jovem indígena de 18 anos, relatou aos PMs que havia sido raptada com violência, sofrido tentativa de estupro e recebido ameaças.

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Segundo a índia contou aos policias, ela saiu da aldeia para trabalhar por volta das 07h e, na altura da Rua Paraguai – proximidades do Hotel Deville – percebeu que estava sendo seguida por um veículo preto com vidros escuros.

Rapidamente antes que a vítima esboçasse alguma reação, desceu do veículo um homem moreno claro e alto, aparentando uns 27 a 30 anos, trajando uma camisa vermelha, usando óculos escuros e luvas de borracha ou plástico na cor azul, a agarrou e a colocou com violência para dentro do carro pela porta de trás.

No interior do veículo havia outros dois homens, sendo o motorista aparentemente baixo, gordo (barrigudo), usando óculos escuros, trajando uma jaqueta preta, aparentando entre 38 a 40 anos; e outro homem no banco de trás que pôde perceber ser alto e magro, usando óculos escuros.

Um dos homens perguntou a jovem se ela era funcionária da FUNAI, mas não teve resposta. Os demais começaram a insistir na mesma pergunta, mas a vitima continuava sem falar. Em dado momento, segundo relato da jovem indígena, o motorista disse que tinha uma arma e, caso ela não falasse, além de ser violentada pelos três, ainda seria morta.

Temendo pela vida, a índia disse ser funcionária da FUNAI. Momento em que os homens disseram, “então entrega um recado a eles (funcionários), nós vamos acabar com a FUNAI e os índios; os fazendeiros não vão permitir que eles fiquem aqui”. Ameaçaram também as lideranças indígenas de Guaíra.

Após fazer as ameaças, começaram a passar a mão na vítima, em seus seios e genitais, e o homem que estava de camisa vermelha, tentava beijá-la no pescoço.

A jovem disse que rodaram por bastante tempo de automóvel por locais que ela não conhecia, até que finalmente, eles abandonaram-na em uma estrada de terra, próximo a um mato. Pelo relato da vítima, acredita-se que o local trata-se da estrada de terra próxima a Cerâmica Lex, entre o Jardim América e a Vila Malvinas.

A índia, após andar muito, retornou para casa a pé e relatou o fato as funcionários da Escola Estadual Indígena na Aldeia Marangatu.

A professora Claudia Regina de Oliveira, a encaminhou para a Polícia Federal onde formalizou uma denúncia.

A vítima acredita que tem sido seguida há vários dias, pois, é constante a ameaça de atropelamento que os indígenas vêm sofrendo por veículos que portam adesivos que pedem pela extinção da FUNAI.

A jovem que é recepcionista na sede da FUNAI, localizada no Jardim Zeballos em Guaíra, acredita que sofreu a represália pelo fato de ser irmã do cacique Inácio Martins.

Fonte: Comunicação Social – 3º Pelotão PM-Guaíra