Frente Parlamentar da Agricultura, sindicatos e federações dos lavradores de todo o Brasil articulam mobilização nacional no próximo dia 14.

Na região Oeste o movimento também começa a ganhar contornos e a definição de como vai atuar na questão será definida sexta-feira pela manhã, em reunião na sede da Associação Comercial e Industrial de Guaíra.

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Existe a chance de a mobilização ocorrer na Ponte Ayrton Senna, nas proximidades do posto da Polícia Rodoviária Federal.

Ainda não se sabe se representantes do Mato Grosso do Sul vão realizar uma movimentação própria em seu respectivo estado ou se vão engrossar a mobilização nesse lado da ponte, no Paraná.

Os protestos contra a falta de celeridade do governo federal em relação à questão indígena devem reunir representantes de diversos segmentos, tendo o envolvimento direto do Sindicato Rural Patronal de Guaíra e da Organização Nacional de Garantia à Propriedade.

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Essa organização foi instituída em fevereiro por conta do clima tenso e da falta da adoção de medidas contra invasões urbanas promovidas pelos índios em Guaíra.

Apesar do clima aparentemente tranquilo, mesmo com a morte de um índio terena em confronto com a polícia na Fazenda Buriti, no Mato Grosso do Sul, o status é de alerta entre os agricultores.

De acordo com uma das integrantes do conselho consultivo da ONG, Graciele Possan, a mobilização tem respaldo da Frente Parlamentar da Agricultura, sindicatos e federações que apoiam o agronegócio. “É a forma encontrada para protestar contra a desorganização no País e a falta de habilidade para resolver um assunto tão importante e vital para o desenvolvimento da nação”.

O movimento terá caráter pacífico, de acordo com os organizadores.

Fonte: Vandré Dubiela/O Paraná