O Habeas Corpus do produtor rural ‘acusado de trabalho análogo a escravo’ em Guaíra não foi julgado ontem – terça-feira (04) como estava prometido. De acordo com a Justiça existem muitos pedidos protocolados.

O produtor rural Adenir Stefenon está preso desde o dia 24 de julho. A mulher e o filho também chegaram a ser detidos mas foram liberados três dias depois, após amigos e conhecidos conseguirem juntar 40 mil reais para pagamento de fiança.

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) encontrou sete paraguaios em situação análoga à escravidão – eles estavam no galpão dentro da propriedade de Adenir. No entanto, a família nega o trabalho escravo, e afirmam que os paraguaios pediram para passar a noite ali, esperando a chuva parar para fazerem a colheita de mandioca em dois alqueires.

O caso também foi discutido em uma reunião da Frente Parlamentar Agropecuária, que exige uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa afirmou que as questões estão com auditores que não entendem do setor “Não é possível o Ministério Público estar a serviço de uma coisa que prejudica uma classe tão importante, e com normas totalmente subjetivas, na mão de auditores que não tem conhecimento do setor agropecuário”, finalizou Fabrício.

Atualização

Ainda na manhã de hoje (5) a Justiça deferiu a liberdade do agricultor Adenir Stefenon. Porém, será necessário o pagamento da fiança no valor de R$ 20 mil. Amigos e familiares já se mobilizam para arrecadar o montante para que o homem possa retornar para casa. Vale ressaltar que já foram pagos R$ 40 mil pela liberdade da esposa e filho.

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TRABALHO ESCRAVO PRODUTOR RURAL GUAIRA

Portal Guaíra com informações do Canal Rural