[dropcap color=”#dd9933″]O[/dropcap]s Vereadores Carlos Czerwonka, Lumi Suga e Marlene Dallacosta, estiveram nessa quarta-feira (09) pela manhã, no Fórum de Guaíra, participando de uma importante reunião sobre Segurança Pública.

A ideia partiu de um grupo de guairenses que discutiam o alto índice da criminalidade, e que após buscarem o apoio do Conselho de Segurança – CONSEG, através do presidente Marcelo Martorelli, se reuniram na sala cedida pela ONGDIP , e então decidiram enviar ofícios para as Polícias Militar, Civil, BPFron e Promotoria, e dar o ponta pé inicial na luta a favor de mais segurança em nossa cidade.

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Segundo Cristiane Venâncio, uma das idealizadoras, a intenção é que essas reuniões aconteçam com frequência, já que elas buscam um apoio do coletivo, incluindo o Poder Legislativo, Executivo e Associações, visando planos de segurança para toda a cidade, mas ela explicou que tudo aconteceu de forma muito rápida, e não foi possível enviar convites a todos.

Ultimamente, o furto de bicicletas tornou-se um dos preferidos dos ladrões em nossa cidade, pelo difícil rastreamento e identificação, além de ter um retorno considerável para quem rouba. E para quem acha que é só cadear a bike em frente a algum comércio e pedestres que não terá nenhum problema, percebeu que isso não funciona, porque a malandragem é tanta, que em segundos eles desaparecem com as “magrelas”. A ousadia já passou dos limites, que uma das organizadoras da reunião, Tânia Closs Vanin, teve o seu portão eletrônico retirado do trilho em plena luz do dia, e a bicicleta foi o objeto mais fácil que o ladrão encontrou para levar. E não precisamos estender as explicações falando das motos e carros.

Como todos sabem, foram investidos três milhões em câmeras de segurança em nossa cidade, só que elas funcionam em alguns pontos, e não são suficientes para monitorar tudo o que acontece.

Conforme o Vereador Carlos Magno Czerwonka, em uma visita do Coronel Puchetti, da Polícia Militar à Guaíra, ele e o prefeito Heraldo Trento discutiram a integração dos sistemas de segurança em nossa fronteira, com a ideia de unir todas as polícias no combate contra a criminalidade.

Segundo ele, hoje são dez câmeras em nossa cidade, e é a Polícia Militar que faz o monitoramento, mas a intenção é que exista uma central com todas as polícias envolvidas. A imagem que a Polícia Federal tem, não é a mesma da Militar, por exemplo, mas se essas e mais câmeras forem estrategicamente colocadas para ligar todos os setores, poderemos compartilhar as mesmas imagens, e colaborar uns com os outros, explicou.

Essa ideia com certeza será muito válida para inibir a criminalidade, assim como o Projeto Vizinho de Olho, que também foi citado durante a reunião, e que consiste em os vizinhos se comunicarem entre si e avisarem caso algo suspeito ocorra na casa do outro. Esse projeto é simples e sem gastos, e não é necessário nenhum tipo de equipamento especial. Para que ele tenha sucesso, é necessário que os participantes tenham os telefones fixos e os celulares dos outros, e que conheçam um pouco a rotina e sejam avisados quando os vizinhos forem viajar. Sabendo de tudo isso, um vizinho saberá quando algo incomum acontece na casa do outro, e assim ele poderá entrar em contato e também avisar a polícia.

O plano de segurança para centro e bairros pode alertar as viaturas caso as pessoas testemunhem alguma violência, e também serve para incentivar a instalação de câmeras de segurança em pontos comerciais e casas, além de placas com a logomarca do projeto nas principais ruas, para alertar sobre a fiscalização e inibir eventuais atitudes criminosas. Além disso, a realização de encontros mensais para discutir os resultados do projeto também deve acontecer.

Esse é apenas o começo, conforme salientou Cristiane Venâncio, já que esse grupo de mulheres pretende realizar diversos outros encontros para discutir outros projetos de segurança.

O Capitão Prado, do BPFron, também deu a ideia de se fazer uma pesquisa com a população, para saber como as pessoas veem a polícia.

A questão difícil, que todos os representantes das polícias citaram, é infelizmente a falta efetivo. Conforme o Vereador Czerwonka, essa e outras questões merecem uma busca grande de apoio, e devemos ir até  Curitiba.

Para a Vereadora Lumi, é preciso buscar apoio sim, e também nos unirmos, porque juntos teremos a chance de desenvolver projetos importantes e mudar a realidade de muitos bairros. “Como Vereadora, me coloco à disposição do que for preciso”, enfatizou.

Já a Vereadora Marlene Dallacosta, mostrou disposição para lutar junto com a comunidade, porque ela também está assustada com os acontecimentos. “O Poder Legislativo é a casa de todos, e estamos de portas abertas para o que for necessário”, finalizou.

As informações são da jornalista Adriane Schirmann