barco-guairaUsada para o combate ao contrabando e ao tráfico de drogas e armas, uma lancha que custa R$ 2 milhões está parada e coberta com uma lona. De acordo com o presidente do sindicato dos policiais federais Fernando Vicentini, a máquina, que é como um tanque de guerra, blindada, com metralhadora, GPS e três motores, funcionou apenas dois meses. De acordo com ele, a estrutura falha tem prejudicado o trabalho dos policiais.

Segundo Vicentini, as equipes têm usado barcos apreendidos em operações para realizar o trabalho. “São barcos usados no contrabando, na pesca. E esses barcos não são homologados pela Marinha e não são barcos específicos para função policial. Hoje, o principal problema é que as lanchas que são homologadas nenhuma delas está funcionando”, disse. A superintendência regional da PF, em Curitiba, não quis comentar o assunto.

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A falta de estrutura para os policiais trabalharem também tem atrapalhado nas apreensões. Em 2011, foram apreendidas 46 embarcações. Em 2012, foram 35 e, até o mês de outubro deste ano, foram apenas 11.

barco-guaira2Outra dificuldade encontrada é a comunicação. Para entrar em contato com outras equipes ou com o posto de fiscalização, não há rádio. Os policiais precisam usar o celular particular.

Na balsa por onde passam brasileiros e estrangeiros todos os dias, a sala da PF está vazia há pelo menos cinco anos. Quem afirma é um policial federal que prefere não se identificar. “Entra droga e entra estrangeiro procurado. Sai pessoas procuradas do Brasil, tranquilo. Sem fiscalização”, afirmou.

Para o sindicato, o efetivo deveria ser quatro vezes maior. “Está pior que queijo suíço, está bem desprotegido, está toda furada, qualquer lugar que contrabandista, hoje, de arma, droga e, principalmente, cigarro e eletrônicos, tem milhares de portos clandestinos daqui até Foz do Iguaçu que eles atravessam fácil”, garantiu o policial que não quis se identificar.

Fonte: G1
Fotos: Reprodução RPC/TV