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[dropcap color=”#dd9933″]A[/dropcap]contece hoje (6) a partir das 13h, em Guaíra/PR, uma manifestação de produtores rurais do município e da região, contra a demarcação de terras indígenas.

O encontro será  em frente ao Banco o Brasil e irá percorrer – de forma pacífica – as principais avenidas da cidade.

Diversas caravanas da região já confirmaram presença, incluindo produtores rurais e autoridades de Marechal Rondon.

O presidente do Sindicato Rural de Guaíra, Silvanir Rosset, fala do problema com a demarcação indígena e convoca toda a população da região para o protesto de hoje à tarde.


Versão Indígena

Por outro lado, em entrevista, Wilson Soares que é Cacique da Aldeia Indígena Tekohá Y’ Hovi, localizada na “matinha do jacaré”, a mesma que recebeu carga de madeiras na segunda-feira (4), disse que não é para novas invasões e sim para construir novas casas ou melhorar as já existentes.

“A princípio não existem invasões e sim ocupações indígenas. E essas madeiras que foram descarregadas aqui são para fazer moradias um pouquinho melhores para os Guaranis que já estão na comunidade. Essas madeiras nem são suficientes para suprir nossa necessidade, pois vivemos em 55 famílias e recebemos ‘kits’ para 10 casinhas”, explica.

O Cacique também comenta sobre a indignação dos ruralistas “Nós, enquanto seres humanos, também temos o direito de ter uma moradia descente e nem isso podemos. Eles [Fazendeiros] têm carros, boas casas e o suficiente para viverem bem, e nós não temos nada. Vivemos embaixo de lonas que quando chove acaba molhando tudo e nem assim temos o direito de receber madeiras pra melhorar nossa situação. O pouco que temos só recebemos por determinação da Justiça Federal, sendo que as madeiras (tábuas) apodrecem em menos de um ano” indigna-se.

Sobre a escolinha na aldeia onde frequentam as crianças, Wilson explica “Nossa escolinha é um barraco que nós mesmos construímos. Não temos escola. A energia elétrica também foi uma determinação do Ministério Público Federal (MPF). É só o que temos aqui” finaliza.

Ainda segundo o Cacique, como são cerca de 1 mil indígenas que residem em nossa região, outras carretas com madeiras poderão realmente ser entregues nas demais aldeias, mas não soube dar maiores detalhes de quando e onde elas deverão chegar.

Redação Portal Guaíra


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