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A seca no Rio Paraná, onde fica o lago da Usina Hidrelétrica de Itaipu já dura dois meses. Nesse período, o nível baixou tanto que, em alguns pontos, é possível ver o fundo e caminhar no local onde ficavam as Sete Quedas, a maior cachoeira do mundo em volume d’água e que estão submersas há 31 anos, desde a formação do lago da usina.

“O primeiro sentimento é bom, de que a gente consegue ainda recordar algumas passagens dos tempos antigos. O sentimento ruim para nós, pescadores, é que o peixe não tem desova, não se reproduz. Então, para nós, é uma grande perda, porque nós temos cerca de 400 famílias que dependem da pesca”, reclama José Cirineu Machado, presidente do sindicato dos pescadores de Guaíra, onde ficavam as Sete Quedas.

O problema afeta também a navegação no Rio Paraná e complica o trabalho da Polícia Federal e da Receita Federal. Os dois órgãos são responsáveis por fiscalizar a navegação no Rio Paraná, que faz fronteira com o Paraguai.  O canal que ligava a Delegacia da PF e o Rio Paraná já não tem mais água e os barcos não têm como chegar ao leito do rio. Em vez disso, a área está tomada pelo mato.

Para minimizar o problema, a Prefeitura de Guaíra está construindo um acesso, para tentar minimizar o problema e ajudar os policiais a trabalharem.

Além disso, a passagem de caminhões entre o Paraguai e o Brasil também está prejudicada. O trajeto que é feito normalmente por uma balsa, devido a seca, está parado.

Fonte: G1
Fotos: Imagens extraídas da reportagem da RPC/TV


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