Neste domingo (7), a partir das 19h, iniciam as comemorações em louvor à Virgem de Caacupê, padroeira do Paraguai.

A tradicional festa em Guaíra, na Vila Velha (entre as ruas Barão do Rio Branco e Monjoli), chega à sua 74ª edição e promete mais uma vez recepcionar devotos e simpatizantes que todos os anos se reúnem nos dias 07 e 08 de dezembro para celebrar.

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A programação conta com uma procissão que passa pelas ruas do centro histórico e chega até a Capela de Nossa Senhora de Caacupê. Lá funciona um comércio de comidas típicas paraguaias e é também onde se encontra um barracão projetado há décadas para abrigar o evento. “Tudo aqui foi pensado para oferecer um ambiente propício a esta festa que já existia quando nasci. É uma festa muito tradicional, a mais antiga de Guaíra e região e que acontece ininterruptamente há 7 décadas”, explica Rubens Arguello.

Após a procissão, comidas típicas como chipa e sopa paraguaia também são atrativos para quem aprecia a culinária do país vizinho.

Na segunda-feira (8), às 07h, uma Missa Campal reúne os católicos. Ao meio dia, o almoço gratuito é um convite a mais a todos os guairenses. “O almoço é um atrativo à parte e é também uma promessa. No dia de Nossa Senhora de Caacupê é preciso demonstrar solidariedade. A comida é preferencialmente servida para crianças carentes, mas toda a sociedade é convidada e invariavelmente participa”, afirma Rubens.

A festa conta com o apoio do Município de Guaíra, por intermédio das Secretarias de Infraestrutura e Turismo.

Esta edição da festa será a primeira sem Lucila Suares Arguello
Esta edição da festa será a primeira sem Lucila Suares Arguello

Homenagem

Esta edição da festa será a primeira sem Lucila Suares Arguello, matriarca que promoveu a festa por várias décadas. Lucila faleceu em junho deste ano, causando comoção em toda a cidade. Cidadã honorária, em sua homenagem o governo municipal decretou luto oficial.

Em respeito a ela, não será realizado o tradicional baile. Vídeos de antigas festas serão exibidos para lembrar a anciã, que apostava na fé e na caridade como agentes transformadores da sociedade.

Rubens, que é filho de Lucila, promete dar continuidade ao trabalho. “É um legado bonito que minha mãe me deixou. Uma tradição como esta não pode ser quebrada”, finaliza.

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