Chegou a hora. Hoje (15), a partir das 18h30, no auditório da Unipar (entrada apenas pela rua Barão do Rio Branco, em frente ao Exército), a população guairense deve eleger a diretoria da reformulada Associação Assistencial de Guaíra, responsável por gerenciar, a partir de maio, o único hospital guairense.

A história é preocupante: Há anos os dois hospitais da cidade enfrentam uma grave crise que culminou com o fechamento do Hospital Santa Rita em 2014 e a interdição parcial do Hospital São Paulo em 2015. Com o envelhecimento dos prédios e as exigências dos órgãos fiscalizadores, as administradoras dos hospitais têm encontrado dificuldades para oferecer atendimento de qualidade à população. Para piorar o cenário, o Hospital São Paulo anunciou à 20ª Regional de Saúde e ao Ministério Público que fez no dia 29 de fevereiro uma notificação ao SUS, informando que em 60 dias encerrará suas atividades.

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O Ministério Público, a Secretaria de Saúde, Câmara de Vereadores, a 20ª Regional de Saúde, corpo médico municipal equipe técnica do Município marcaram diversas reuniões para discutir alternativas para dar continuidade aos serviços médicos prestados na cidade.

Descartada a possibilidade de municipalização do hospital por falta de médicos e também por questões financeiras, foi sugerido então assegurar uma parceria público-privada para captação de recursos, bem como para o gerenciamento do hospital, através do CNPJ da Associação Assistencial de Guaíra, antiga mantenedora do Lar São Francisco. “Com esta decisão esta iniciada a estratégia de alterar o objeto e finalidade social da Associação Assistencial de Guaíra, que foi fundada em 13/03/1967 e era mantenedora do Lar São Francisco de Assis, que foi municipalizado e seu patrimônio desapropriado pelo Decreto municipal 307, de 28/08/2013, lei 1846, de 25/09/2013, e escritura pública de 30/09/2013, deixando de ser de assistência social na educação infantil para a assistência hospitalar e médica, adequando a entidade juridicamente para assumir e administrar um hospital no município”, explicou o prefeito Fabian Vendruscolo.

A proposta de gestão compartilhada (parceria público-privada) foi consultada na Secretaria de Estado de Saúde e no Tribunal de Contas do Paraná, para garantir a legalidade do processo. O modelo é o atualmente adotado em vários municípios, inclusive pelo Hospital Beneficente Moacir Micheletto, em Assis Chateaubriand.

Segundo o secretário de Saúde, Marcos Rigolon, a ideia de construir um novo hospital ou adaptar a atual unidade central de saúde não está descartada no futuro, mas por enquanto o objetivo é que a associação administre o espaço, cabendo ao município o repasse para o pagamento do aluguel do atual prédio. Outra ideia é assegurar que parte do lucro da Festa das Nações, que atualmente custeia 4 entidades, volte a fazer o repasse que já foi da Associação Assistencial de Guaíra na época do Lar São Francisco, dessa vez voltado para a gestão do hospital.

Diante da gravidade da situação, toda a sociedade está convocada a participar. “Desta forma está deflagrada a estratégia municipal e o pacto de sensibilização da sociedade guairense para que enfrentemos de forma coletiva o desafio de evitar que o Município fique desassistido de um hospital. Temos aí o exemplo de Umuarama, com seu hospital UOPECCAN, que resultou num investimento de R$ 53 milhões, sendo R$ 30 milhões foram de doações da sociedade umuaramense”, apontou.

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Portal Guaíra via Assessoria