A entrada de drogas e de produtos contrabandeados na região tem crescido significativamente nos últimos anos, conforme um balanço divulgado pela 6ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal (DPRF) de Guaíra. As estatísticas levam em consideração a quantidade de mercadorias e drogas apreendidas entre janeiro e abril deste ano. Conforme a DPRF, no quadrimestre, as ocorrências foram 35% maior, no comparativo com o período anterior.

De acordo com o levantamento, a entrada de drogas lidera as estatísticas, seguida do contrabando de cigarros. Somente nos primeiros quatro meses do ano, foram apreendidas mais de 3,1 toneladas de entorpecentes, e 270.432 mil pacotes de cigarros. Conforme os números apresentados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a maconha é a droga mais comum traficada pela região.

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Além dos cigarros e drogas, a PRF registrou um aumento também nas apreensões de armas e munições. Cerca de 60 veículos roubados foram recuperados e 280 pessoas presas até abril. Embora as tentativas de tráfico e contrabando tenham crescido, a PRF afirma que o número de ocorrências é maior por conta do aumento no efetivo de policiais federais na região da 6ª DPRF.

drogas

Chefe de Policiamento e Fiscalização na faixa de fronteira, Higor Santos Braga, cita a ponte Ayrton Senna – eixo Brasil e Paraguai – como um dos principais corredores do tráfico. Segundo ele, apesar das operações mais intensas por conta de um número maior de policiais, os traficantes e contrabandistas, corriqueiramente, mudam as estratégias para burlar a barreira policial.
“Mesmo com a fiscalização reforçada, é incrível como os traficantes e contrabandistas insistem em usar a ponte [Ayrton Senna] e a BR-272”, acrescenta o policial. Os destinos mais comuns do tráfico e contrabando, principalmente de drogas e cigarros, flagrados na região, são a cidades do interior, catarinense, gaúcho e paulista. Além de centros regionais do norte e noroeste do Paraná, como Londrina, Maringá e, inclusive, Umuarama.

“A região já tem um histórico de tráfico. Nos últimos anos, vêm sendo registrado um grande número de prisões e apreensões realizadas pela PRF, na região de Guaíra”, comenta Braga. Ele acrescenta que a tendência é que essas estatísticas venham aumentar significativamente, uma vez que as ações policiais têm tornando-se mais frequentes.

Para Braga, não é possível afirmar que Guaíra seja uma região mais acessível por quadrilhas de tráfico e contrabando, isso porque as fiscalizações acontecem de maneira igualitária em todas as regiões de fronteira. “Visada é, e sempre será, assim como toda faixa de fronteira”, complementa.

Além das apreensões de drogas, cresceu também os flagrantes de pessoas com identidades falsas e, principalmente, de veículos roubados e adulterados para finalidades ilícitas. Neste ano já foram detidas cerca de 30 pessoas com documentação falsa.

Empecilho no combate
“Os donos da mercadoria não vêm buscar os produtos. Quem busca geralmente é um contratado para efetuar o serviço. [Os famosos mulas]”, detalha o oficial. Conforme os relatos da PRF, são essas estratégias que dificultam a polícia chegar até os verdadeiros ‘negociadores do mercado negro’.

Fonte: Ilustrado