Jogadores da seleção brasileira comemoram gol no amistoso contra os Estados Unidos, disputado em Foxborough, estado de Massachusetts - 08/09/2015(Stephan Savoia/AP)

O último amistoso do Brasil antes de estrear nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018 diante o Chile, em Santiago, serviu para mostrar que o time vai penar nas duas primeiras rodadas, nas quais não poderá contar com o suspenso Neymar. Na vitória de terça-feira sobre os Estados Unidos por 4 a 1, em Boston, Estados Unidos, só houve jogo nos 45 minutos finais, depois da entrada do craque. Sem ele, o desempenho da equipe foi tão medíocre como havia sido no triunfo por 1 a 0 sobre a Costa Rica, no último sábado.

O adversário mudou em relação ao último jogo, mas o roteiro do primeiro tempo foi o mesmo. A seleção fez um gol cedo (Hulk, aos oito minutos, aproveitando o rebote de um cruzamento de Willian que saiu muito fechado e bateu na trave direita) e perdeu o apetite. Ficou com a posse de bola, mas seu primeiro objetivo era manter o perigo – como se o time norte-americano tivesse todo esse poder ofensivo – longe da área do goleiro Marcelo Grohe.

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Depois de abrir o placar, o Brasil só foi chutar a gol de novo aos 25 minutos. Douglas Costa driblou seu marcador e bateu cruzado, mas o gramado artificial tirou a força da bola e facilitou a defesa do goleiro Guzan. E leve-se em conta que os Estados Unidos não pressionavam no ataque nem na marcação – comportamento muito diferente do que a seleção vai enfrentar nos jogos das Eliminatórias a partir de outubro.

Hulk fez o gol em um lance de oportunismo, mas depois não produziu – nem teve chance de produzir nada. Não recebeu uma bola de frente para o gol, não teve companhia para fazer uma tabela e se enrolou em dois ou três lances.

Em meio a bocejos, o primeiro tempo chegou ao fim. Mas aí, no intervalo, o técnico Dunga resolveu colocar o craque em campo. Neymar entrou no lugar de Willian e transformou um jogo modorrento em algo agradável de ser visto.

O astro do Barcelona joga muito e tem prazer em jogar. Para ele, não faz sentido estar em campo para “administrar” um resultado. Ele quer a bola para ir para cima, para driblar, para desestabilizar os marcadores, para fazer gols. E acaba contagiando os companheiros e os encorajando a se livrar das amarras.

Na primeira bola que recebeu, aos quatro minutos, sofreu pênalti. Cobrou um minuto depois e fez 2 a 0. Com ele em campo, Douglas Costa foi para a direita. Mas Neymar não se limitou a ficar na esquerda e ampliou seu território. Moveu-se por todo o ataque, voltou para buscar a bola e mostrou o caminho. Foi demais para o limitado time norte-americano, que não ofereceu mais resistência.

Aos 18 minutos, Rafinha recebeu de Lucas (ambos haviam acabado de entrar) e definiu com calma na saída do goleiro. Pouco depois veio o lance mais bonito da partida. Neymar entrou na área pela esquerda, driblou dois zagueiros em um espaço curto e, mesmo apertado, deu um toque sutil que deixou o goleiro norte-americano congelado: 4 a 0.

A seleção ainda teve chances para aumentar o placar, mas faltou a bola cair no pé de Neymar para a rede balançar. Aos 45 minutos, Williams fez o gol de honra dos donos da casa, em uma falha de Marcelo Grohe. Mas pouca gente percebeu porque só havia olhos para Neymar. Que a terceira rodada das Eliminatórias chegue logo.

Brazil's Hulk (21) celebrates his goal against the United States with teammates during the first half of an international friendly soccer match Tuesday, Sept. 8, 2015, in Foxborough, Mass. (AP Photo/Stephan Savoia)
Jogadores da seleção brasileira comemoram gol no amistoso contra os Estados Unidos, disputado em Foxborough, estado de Massachusetts – 08/09/2015(Stephan Savoia/AP)

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