Se uma primeira vez é inesquecível, o que dizer da primeira vez de um estádio já tratado como templo por uma torcida apaixonada? A inauguração da Arena foi repleta de simbolismo. Da grandiosidade da construção, passando pela megaprodução do evento e chegando ao jogo entre Grêmio e Hamburgo, tudo foi único para os tricolores no 8 de dezembro de 2012.

Como o primeiro gol do estádio, marcado por André Lima, que era uma espécie de obsessão do treinador Vanderlei Luxemburgo:

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– A minha cobrança forte era de que o gol inaugural tinha de ser de um jogador nosso – disse o técnico.

E foi. Depois dele, Westermann e Marcelo Moreno ainda balançariam a rede das traves trazidas do Olímpico, o velho e já saudoso estádio substituído. Mas teve mais. Detalhes históricos, detalhes curiosos: entrada em campo, toque inicial na bola, falta cometida, lateral, finalização, escanteio, tiro de meta, bola na trave…

Houve ainda as situações engraçadas. Rondinelly, por exemplo, ao escorregar, tocou com os braços as pernas de Aogo, que caiu estatelado no chão. O lance pareceu um golpe de judô e provocou uma gargalhada geral. A primeira da Arena.

As indesejadas. Uma briga entre gremistas na Geral manchou o espetáculo e trouxe imediata reação: os demais torcedores vaiaram os colegas de arquibancadas arruaceiros e aplaudiram a ação da polícia. Logo em seguida, veio a primeira ‘chamada’ de um atleta ao público:

– O torcedor tem de aproveitar a festa, a casa, o momento. Nos ajudar. Esses desentendimentos não ficam bem – disse o goleiro Marcelo Grohe.

No fim, fica a certeza de que todos os ‘lances primeiros’ abriram uma nova era. Que a nação tricolor espera ser de títulos.

Fonte: Globo.com