Terminou, na madrugada de ontem (17), o julgamento dos réus Suziane Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Alessandro Benatti de Souza Junior, conhecido como Mohamed, de 27 anos, ambos acusados de assassinar o casal Kawany Cleve e Rubens Bigueti Junior. Eles foram sentenciados a 38 anos de reclusão cada um.

Eles foram condenados por duplo homicídio qualificado, e receberam consideradas as mais altas penas aplicadas no último século, na comarca. Suziane foi sentenciada a 38 anos de reclusão que deverão ser cumpridos inicialmente em regime fechado, e Mohamed foi condenado a 38 anos e 4 meses anos de prisão.

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Ao fim do julgamento, os jurados entenderam que Suziane arquitetou o crime e Mohamed realizou a execução do casal. O motivo, para o promotor de justiça Guilherme Franchi, era vingança, uma vez que a acusada desconfiava que o casal havia denunciado seu marido por tráfico de drogas. Ainda de acordo com ele, os réus haviam agido de forma a dificultar a defesa das vítimas.

Já a defesa argumentou a negativa para a autoria do crime, haja visto que o casal havia muitos inimigos que poderiam ter praticado o crime, frisando que não havia provas nos autos que incriminassem Suziane e Mohamed, já que seus corpos nunca foram encontrados – argumento este que não foi acatado pelos jurados.

Os acusados, que já estavam presos pelo crime de tráfico de drogas, deverão permanecer em reclusão.

CORPOS NUNCA ENCONTRADOS

Kawany e Rubens estão desaparecidos, com indícios de terem sido assassinados, desde o dia 3 de agosto de 2020. O veículo do casal foi encontrado queimado na zona rural de Moreira Sales, mas os corpos do casal nunca foram localizados apesar das intensas buscas.

Na sentença de pronúncia, o juiz criminal Christian Palharini Martins diz que todos os aspectos constantes nos autos levam a crer que o casal tenha sido assassinado e seus corpos ocultados.

SILÊNCIO “ENSURDECEDOR”

Ao prestar depoimento durante o julgamento, Suziane se negou a responder qualquer pergunta do juiz, do Ministério Público e dos assistentes de acusação. Ela respondeu apenas a perguntas de sua advogada, disse ser inocente e que não tinha motivos para matar Kawany.

Alessandro Benati também prestou depoimento e negou participação no crime. Mohamed se negou a responder a perguntas do Ministério Público e dos assistentes de acusação, dando respostas apenas às perguntas do juiz e de seu advogado de defesa.

Portal Guaíra com informações do OBemdito/Goionews