O secretário de Segurança Pública do Paraná, Cid Vasques, pediu à secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, flexibilização de recursos federais para usar em custeio, como no pagamento de salários de policiais, mas não vai receber. A negativa veio durante encontro do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira (GGIFron), que aconteceu ontem (10) em Marechal Cândido Rondon.

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O encontro foi promovido para que a secretária entregasse formalmente equipamentos para o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), com sede em Marechal Rondon.

“O governo federal tem contribuído com a aquisição de equipamentos e com a manutenção desses equipamentos por um prazo de dois anos. O Governo do Paraná deve arcar com os custeios. Não há como legalmente fazer essa flexibilização que o secretário (Cid Vasques) pediu”, comentou Regina. Para Vasques, a flexibilização seria de extrema importância para custeio, especialmente para a contratação de mais efetivo policial.

O evento reuniu representantes das forças de segurança estaduais, municipais e federais para a segunda edição da reunião periódica do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira fora de Foz do Iguaçu. Foram cinco reuniões no ano – três em Foz, uma em Pato Branco e a de ontem em Rondon.

Além dos secretários, participaram representantes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil, Militar e Científica, além de membros de diversas instituições, como prefeitura, Guarda Municipal, Exército e representantes das polícias do Paraguai e Argentina.

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O objetivo é a troca de informação entre as forças de segurança para organizar um planejamento de ações e operações sistemáticas na região de fronteira para combater tráfico de drogas, contrabando e descaminho, entre outros crimes. “Protegendo essa fronteira, estamos protegendo todos os outros Estados brasileiros”, disse Regina.

Ela fez a entrega ao secretário estadual de Segurança Pública de três embarcações, 35 carabinas, 62.750 munições, 80 capacetes, 25 escudos, dez coletes balísticos, 18 binóculos e 18 GPSs. Os recursos, que ultrapassam R$ 1,5 milhão, foram investidos por meio da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron), a partir de convênio firmado entre a Polícia Militar do Paraná e o Ministério da Justiça.

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Fonte: O Presente