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[dropcap color=”#dd3333″]O[/dropcap]s 84 quilos explosivos encontrados nos carros em Presidente Franco, no Alto Paraná, no Paraguai, poderia ter matado mais de cem pessoas caso não fosse encontrado, segundo o Ministro do Interior, Juan Ernesto Villamayor.

A apreensão aconteceu na quarta-feira (24), em uma casa onde três homens foram mortos no confronto com a Polícia Nacional, Interpol e Fope. A polícia acredita inicialmente que os mortos tinham envolvimento com o Comando Vermelho, e que eram brasileiros.

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Ainda de acordo com o ministro, o alcance da detonação dos explosivos era de 250 metros ao redor. As dinamites foram levadas para uma propriedade rural no interior e detonados, para evitar possíveis problemas futuros.

A identificação dos mortos no confronto ainda não foi feita. A ação aconteceu após denúncias sobre a residência, onde apreenderam armas de grosso calibre, miguelitos e os detonadores. A inteligência ainda suspeita que todo o aparato seria utilizado para libertar o traficante conhecido como Marcelo Piloto, brasileiro preso em Assunção em dezembro de 2017.

Marcelo Piloto
Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, foi preso no Paraguai em dezembro de 2017. Ele foi encontrado em uma operação da Secretaria de Estado de Segurança do Rio (Seseg), em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), a Polícia Federal brasileira, a Polícia Nacional do Paraguai e a Agência Antidrogas Americana (DEA).

Piloto era homem de confiança de Fernandinho Beira-Mar (preso em penitenciária federal há 11 anos), tendo recebido todos os contatos de fornecedores de armas de Marcelinho Niterói, morto por agentes da Polícia Federal na Maré, em 2011.

Na ficha criminal do traficante, há também participações em ações violentas, como arrastões e ataques a Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), além de resgate de preso.

Segundo o Portal dos Procurados, Piloto, também conhecido como Celo, foi preso pela primeira vez em 1998. Em 2007, seis dias após ganhar da Justiça o benefício do regime semiaberto, ele fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói, na Região Metropolitana. Contra ele, havia ao menos 20 mandados de prisão.

Piloto faz parte do grupo de dez traficantes, acusados de participar do resgate de Diogo de Souza Feitoza, o DG, de 29 anos, da 25ª DP (Engenho Novo), no dia 3 de julho de 2012. A principal área de atuação dele era em Inhaúma, Ramos, Penha, Bonsucesso, Pilares e Benfica. O traficante costumava ainda promover bailes funk nas comunidades, impulsionados pela venda de drogas, e circular com carros roubados. Em julho de 2010, Piloto teria participado de arrastões na Avenida Pastor Martin Luther King e na Linha Amarela.

Portal Guaíra com informações do ABC Color