O rebocador estacionado sobre as pedras estava há poucos meses com parte de sua estrutura submersa nas águas do rio Paraná. Pendido e com a falsa impressão de que pode virar a qualquer momento, o equipamento que serve para deslocar a balsa de um lado para o outro do rio, do Paraguai, em Salto Del Guaíra, para Guaíra, no lado brasileiro, e vice-versa, está encostado há pelo menos um mês.

Neste momento ele não deixaria o local nem mesmo com muito esforço. O motivo é o rebaixamento do leito do rio que nesse local pode ser considerado um dos maiores dos últimos anos. São quase quatro metros a menos, onde as ilhas e bolsões de areia no meio do lago estão totalmente visíveis.

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A balsa não faz a travessia que dura em torno de 30 minutos desde o fim do mês passado. Com menos água, o risco de o equipamento encalhar ou sofrer algum dano, é grande e por isso segue estacionado do lado de lá da fronteira.

Nas margens, no Paraguai, ainda há sinais de que a água esteve há pouco tempo em um nível bem mais elevado do que agora. As pedras que ficavam no fundo do rio podem ser vistas em muitos trechos. O fato curioso é que, segundo o setor de hidrologia da Itaipu, o nível do lago é de 216,40 metros cúbicos por segundo. A faixa normal operativa é de 219 a 220 metros cúbicos por segundo. O que pode ocorrer nesse caso é a diferenciação do nível, comum em determinados pontos do rio quando há escassez de chuva.

Bolsões de areia e ilhas que antes ficavam submersos agora estão visíveis
Bolsões de areia e ilhas que antes ficavam submersos agora estão visíveis
Em trecho do rio, às margens de porto, rebocador e balsa estão atracados em terra firme
Em trecho do rio, às margens de porto, rebocador e balsa estão atracados em terra firme

Fonte: Juliet Manfrin – O Paraná

Fotos: Ailton Santos