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O delegado-chefe da Polícia Civil, Alexandre Macorin e o delegado-chefe da Homicídios, Marcos Araguari de Abreu, concederam uma entrevista coletiva na manhã de terça-feira (18), contando sobre o depoimento de Jéferson Diego Gonçalves, réu confesso pelo assassinato da estudante uruguaia Martina Conde, morta por enforcamento no dia 6 de março, em um apartamento no centro de Foz do Iguaçu.

Jéferson Diego Gonçalves, de 30 anos, acusado de matar estudante da Unila
Jéferson Diego Gonçalves, de 30 anos, acusado de matar estudante da Unila

Jéferson foi capturado na cidade de Nova Laranjeira, à 250 quilômetro de Foz e em seguida conduzido à fronteira. O depoimento durou cerca de 3 horas, onde o acusado confessou e contou detalhes do dia do crime e fuga da cidade. Segundo o delegado Macorin, Jéferson apresenta comportamento psicopata e não demonstra arrependimento pelo crime e sim pelo objetivo não ter dado certo.

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Na noite do crime, Martina e Jéferson marcaram um encontro em um terreiro de “pai de santo” e depois foram para um bar beber. Em seguida, passaram em um supermercado para comprar mais bebidas. No apartamento, eles teriam tido relações sexuais e em seguida Jéferson teria tomado um banho e pensado em cometer o crime. O acusado relatou que matou a estudante como forma de oferenda, após orientação do “pai de santo”.

“Após matar Martina, o acusado foi até a casa da mãe, onde tomou um banho e foi na casa de um amigo. Depois saiu da cidade com o objetivo de chegar ao litoral paranaense, onde pagaria uma promessa a Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá”, informou o delegado-chefe.

Ainda segundo a polícia, Jéferson Gonçalves já responde por uma acusação de estupro de vulnerável, no qual se diz inocente. Trabalhava eventualmente, não tinha uma profissão definida.

Fonte: Dante Quadra/Rádio Cultura Foz