(Foto: Nilson Rolin/Cataratas)

Após mais de um ano, a vazão do Rio Iguaçu próximo das Cataratas, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, ultrapassou o dobro da vazão normal, segundo dados da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

Nesta sexta-feira (22), a vazão registrada foi de 3,5 milhões de litros por segundo, quando a média normal é de 1,5 milhão. O volume mudou a paisagem do Parque Nacional do Iguaçu. Veja o vídeo acima.

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De acordo com a Copel, a maior vazão de 2021 ocorreu na quinta-feira (21), com 3,6 milhões de litros por segundo. A última vez que a quantidade de água nas Cataratas atingiu essa marca foi em junho de 2019.

Em 2020, a menor vazão foi em abril, com 200 mil litros por segundo. A maior ocorreu em agosto, com 2,4 milhões de litros, conforme dados da Copel.

Conforme o Parque Nacional do Iguaçu, são catalogados 275 saltos, o que dá às Cataratas o título de maior conjunto de quedas d’água do mundo. Além disso, elas são consideradas uma das Sete Maravilhas da Natureza.

Impacto das chuvas
O leito do Rio Iguaçu nasce na região de Curitiba, atravessa o estado e deságua em Foz do Iguaçu, nas Cataratas, conforme a Copel.

Por isso, as chuvas registradas recentemente na região metropolitana da capital foram importantes para o aumento da vazão do rio.

Conforme a Somar Meteorologia, o grande volume de chuva em Foz do Iguaçu nos últimos dias também refletiu na vazão das quedas d’água.

Até quinta-feira, choveu mais do que o dobro esperado para janeiro em Foz do Iguaçu.

  • Chuvas (de 1º a 21 de janeiro)
  • Guaratuba: 495,6 milímetros de chuva (383,8 mm era a média histórica para o mês)
  • Paranaguá: 461,4 milímetros de chuva (363,3 mm era a média histórica para o mês)

Foz do Iguaçu: 431 milímetros de chuva (147,6 mm era a médica histórica para o mês)

Conforme a meteorologista Fabiane Casamento, as chuvas são caraterísticas do verão, mas algumas situações têm influenciado especificamente no aumento do volume de água nesse período do ano.

“Há um corredor de umidade que vêm da Amazônia e mais uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o oeste da região sul do Paraná. Além disso, existe um bloqueio que impediu que os sistemas se deslocassem para outras áreas do país”, explicou.
Conforme a meteorologista, o mar do Oceano Atlântico na costa de São Paulo e da região está muito quente. Isso ajuda a ter mais vapor da água na atmosfera, o que justifica maior volume de chuva na região sul do Brasil.

Previsão do tempo
A previsão é de que chuvas volumosas atinjam Foz do Iguaçu nos próximos dias, pois ainda existe uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o oeste do Paraná.

Uma nova frente fria deve se formar na região a partir de 27 de janeiro, conforme a meteorologista.

O sudoeste do Paraná também deve ser atingido por fortes chuvas no sábado (23) e domingo (24), e no decorrer da próxima semana.