Depois de receber alta do hospital, recentemente, a adolescente de 12 anos que foi baleada pelo padrasto em casa, no Jardim Nacional, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, está com a parte direita do corpo totalmente paralisada, perdeu a fala, e ficou dependente da ajuda da mãe.

O caso aconteceu em dezembro do ano passado, e o padrasto, que tentou se matar logo após os tiros, chegou a ser socorrido, mas morreu no dia 24 de dezembro.

-------------- Notícia continua após a publicidade -------------

De acordo com as investigações, o suspeito morava com a esposa e a enteada. Ele é acusado de entrar na casa da família e atirar contra a criança enquanto a mãe trabalhava.

“Ela está com sequelas, o lado direito dela não se move ainda. Tem que ficar 24 horas ali olhando. Ela tossiu, já tem que estar em cima. E a alimentação dela, tudo que vai fazer é na base da higiene, tudo, né, porque ela está com a sonda. Então, tem que ter cuidado para não pegar infecção”, contou a mãe, que preferiu não se identificar.

A mãe disse ainda que o homem tinha ciúmes da menina. “Ele tinha um pouco de ciúmes dela comigo, mas eu falava para ele que isso não podia. É…ele não podia ter ciúmes dela. E ela também tinha ciúmes dele comigo, né, assim. E, aí, como eu vou ter a resposta agora? Não tenho resposta agora”, lamentou a mãe.

O padrasto da vítima foi acusado de tentativa de feminicídio, mas, como ele morreu, o caso deve ser arquivado, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

“Eu quero que ela melhore, volte a andar de bicicleta, volta para ir à escola normalmente como todas as outras crianças”, destacou a mãe.

Portal Guaíra com informações do G1