O prefeito de Guaíra, Fabian Persi Vendruscolo, esteve reunido com o vice-presidente da Câmara Federal, deputado André Vargas, na manhã de ontem (8). O prefeito explicou que sua estada na capital se deve à audiência pública com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, sobre a demarcação de terras indígenas.

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De acordo com Fabian, uma caravana, com mas de 400 representantes do Paraná, esteve em Brasília para a audiência, organizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

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Foto: Marcio Eidi Wagatsuma

O município de Guaíra, divide fronteiras com o estado do Mato Grosso do Sul e com o Paraguai, motivos que, segundo Fabian, são ainda mais preocupantes. “Temos atualmente no município oito áreas ocupadas e mil indígenas dentro do nosso território, além da cidade vizinha, Terra Roxa, com mais 5 áreas e 400 indígenas”.

Para o prefeito a questão indígena é o novo foco de tensão do conflito agrário do oeste paranaense. “É uma região extremamente produtiva, temos domínios na cadeia produtiva da proteína animal, dos frigoríficos de frango e os principais cooperativos do país. Nós defendemos que os índios precisam ter os seus direitos sociais atendidos o que nós não concordamos é a forma como é feita, hoje, pela constituição brasileira, a demarcação de terras indígenas”, argumentou o prefeito de Guaíra.

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Foto: Marcio Eidi Wagatsuma

A reunião com o vice-presidente da Câmara Federal também foi para buscar apoio de Vargas para esta questão. “Nós pedimos o apoio do mandato do André no sentido de ajudar, tanto no âmbito do executivo, como do legislativo, a encontrar uma forma de dar um novo encaminhamento que venha atender a questão indígena, mas também o setor produtivo nacional do meio rural”, explicou o prefeito de Guaíra.

Ainda de acordo com Fabian Vendruscolo, foi discutido com a  ministra Gleisi Hoffmann, uma  maneira diferente na forma regulamentar os estudos antropológicos e os estudos de delimitações e demarcações de terras indígenas. “Hoje a Funai [Fundação Nacional do Índio] faz isso de forma exclusiva, sem a participação dos municípios, o que acaba criando toda essa tensão social.

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Foto: Divulgação