Com intuito de combater o tráfico de drogas, armas, contrabando, descaminho e outros tipos de ilicitudes e crimes, o Exército Brasileiro inicia em Mato Grosso do Sul, a primeira fase do projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras ).

Aproximadamente 50 oficiais do exército, de Mato Grosso do Sul, Brasília (DF), Rio Grande do Sul e Amazonas, discutiram esta semana, a implementação do monitoramento, que será feito inicialmente na região da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada em Dourados.

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Além de Dourados, a região compreende as cidades de Amambai, Bela Vista e Ponta Porã, numa faixa de 600 km.

“Tínhamos três opções para esse projeto piloto, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Paraná, como aqui é uma área que ocorre muito esse evento (crimes na fronteira), e o Exército é muito bem estruturado aqui, instalar o sistema fica mais fácil”, disse o general de divisão e gerente nacional do Sisfron, João Roberto de Oliveira.

fronteira

O período total de implantação do Sisfron é de 10 anos, que prevê um investimento total de 11,992 bilhões para a monitoração futura dos 16.886 quilômetros de fronteira do Brasil. Depois de Mato Grosso do Sul, o projeto se estenderá a outros estados.

Todo o aparato de sensores, câmeras de longo alcance, softwares, instalações físicas, comunicação por satélite, infovia e centros móveis de comunicação, servirão para uma atuação integrada de informações e atuações entre os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar, Civil, Força Nacional de Segurança e Forças Armadas.

De acordo com o estudo de viabilidade do projeto, com dados de agências oficiais, o custo da violência no Brasil, em 2010, foi calculado como sendo 5,09% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, custou aos cofres públicos, na saúde e outros setores, o valor de R$ 183,75 bilhões. Desse, R$ 40 bilhões correspondem ao custo anual da violência decorrente ao narcotráfico.

Fonte: Fronteira Agora