Dra. Fernanda Monteiro Sanches, Juíza da 090ª Zona Eleitoral de Guaíra/PR (foto: Portal Guaíra)

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[dropcap color=”#1e73be”]F[/dropcap]altam menos de 20 dias para as eleições gerais no Brasil, que neste ano acontecerá no dia 07 de outubro (1º turno). Eleitores de todo o país terão a oportunidade de escolher: 01 Deputado Federal, 01 Deputado Estadual, 01 Governador, 02 Senadores e 01 Presidente da República.

Mas ao mesmo tempo em que se aproxima o dia da votação, muito também se fala na possibilidade das urnas eletrônicas serem fraudadas. O tema é levantado tanto por eleitores, como também por políticos.

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Pensando em ajudar ao nosso “público-eleitor” em sanar suas dúvidas, o Portal Guaíra conversou com a Juíza da 090ª Zona Eleitoral, Dra. Fernanda Monteiro Sanches, que é também, Juíza de Direito e Titular da Vara Criminal, Família e Infância de Guaíra.

Para a Dra. Fernanda, o sistema da urna eletrônica é extremamente seguro. “Ao contrário do que dizem os fake news e dos que fazem esses vídeos caseiros, a urna eletrônica em nenhum momento na cabine de votação tem acesso à internet. O voto é muito mais seguro na contagem, 100% mais do que era o voto impresso, que era de contagem manual”, explica a Magistrada.

Atualmente, nos veículos de comunicação e nas redes sociais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estão divulgando diversos vídeos explicativos, com relação a criptografia, a parte dos testes, das auditorias. “Não há motivo nenhum para esse descrédito da urna”, afirma.

O PROCESSO

Indagada se tem como fraudar a urna, ela é clara: “Não, não tem!”. A juíza continua. “O eleitor vota e o voto já vai direto para a mídia, sem acesso à internet e nada”.

De acordo com a juíza guairense, as pessoas quando publicam esses vídeos na internet sobre as supostas fraudes nas urnas eletrônicas, estão com uma urna caseira, conectada a um Notebook, e na hora que se vota, no Notebook ele muda o voto. “É diferente da urna eletrônica de verdade, que não tem acesso à internet, ou seja, não tem como alterar o voto. É só você e a urna dentro da cabine”, salienta.

IMPRESSÃO DO VOTO

Questionada sobre a impressão do comprovante do voto para o eleitor, ela afirma que esta informação está errada. “O que aconteceria é que sairia impresso o voto, que iria para uma caixinha ligada na urna, e depois, poderia fazer a recontagem do voto, caso precisasse. Em nenhum momento o eleitor sairia com o voto na mão. Como o voto é secreto, o eleitor não precisa comprovar o seu voto para ninguém. Infelizmente, sabemos que em muitos lugares há compras de votos, e esse comprovante [do voto] serviria até como controle para esses políticos que compram os votos, para se certificar se o eleitor realmente votou nele.  No meu ver então, foi nesse sentido que fez com que o TSE não aprovasse essa medida. Tem ainda o problema ambiental e o gasto desnecessário com a impressão da comprovação do voto”, conclui.

OUÇA UM COMPACTO DA ENTREVISTA COM A JUÍZA ELEITORAL DRA. FERNANDA SANCHES


Redação Portal Guaíra