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Após atingir o maior patamar desde 2005 com R$ 2,52, o dólar comercial teve queda de 1,42% frente ao real. Na terça-feira (28), a moeda americana foi cotada a R$ 2,485 para compra e a R$ 2,487 para a venda.

Um dia após a reeleição de Dilma Rousseff, a Bolsa de Valores de São Paulo subiu na terça-feira, possivelmente porque a presidente se mostrou aberta ao diálogo com investidores. O Ibovespa, que registrou na segunda-feira (27) a desvalorização de 6%, ontem teve aumento de 1,84% e chegou aos 51.432 pontos.

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Com o desfecho da campanha, a maior dúvida dos analistas é saber se Dilma conseguirá colocar a economia nos trilhos do crescimento e convencer empresários a desengavetarem projetos de investimento na produção. Para Alex Agostini, economista-chefe Austin Rating, o principal será dissipar o pessimismo que paira sobre o setor privado. “Ninguém investe sem confiança. O mercado espera não só a presidente falar que vai fazer, mas efetivamente mostrar que conseguirá fazer”, resumiu.

Um exemplo, disse o economista, é o ajuste fiscal já prometido pelo governo para 2015, de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), de modo a conter a pressão dos gastos públicos sobre a economia e, com isso, evitar uma alta ainda maior da carestia. “Um anúncio de ajuste mais severo causaria, ao mesmo tempo, surpresa e reação positiva nos mercados, mostraria comprometimento maior em conter as pressões inflacionárias”, sublinhou Agostini. Ele acha fundamental que o governo consiga fazer também suas metas fiscais serem críveis.

Fazenda

O mesmo entendimento os analistas têm sobre a condução da economia a partir do próximo ano. O atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, já foi avisado pela presidente de que não continuará no cargo no novo mandato. Mas a chefe do Executivo ainda não adiantou a escolha do substituto. Nos bastidores fala-se em três nomes para a vaga: o do atual ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do ex-secretário Executivo da Fazenda Nelson Barbosa e do empresário Abílio Diniz, do grupo BRFoods.

Ainda na segunda-feira, porém, a lista ganhou um quarto nome, o do presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, que se aposentará compulsoriamente em 2015, ao completar 65 anos, seguindo regras do banco. Em nota, o executivo não tratou da especulação em torno do próprio nome. Preferiu, no entanto, exaltar a reeleição de Dilma, mencionando que o povo brasileiro deu demonstração “de espírito democrático e tolerância, em que pese os acirrados debates e a disputa apertada”.

dólar

Fonte: Correio Braziliense