O valor da moeda em Salto Del Guairá chega a ser negociada na média de R$ 2,20

O “mundo encantado” de Salto del Guairá, Paraguai, não está tão atrativo este ano. Isso por um “simples” detalhe: o valor do dólar, em comparação com a moeda brasileira. Diante do valor da moeda, que lá chega a ser negociada na média de R$ 2,20, brasileiros estão mais resistentes em encarar a fila que se forma nos finais de semana entre Guaíra (PR), passando por Mundo Novo (MS) e Salto.

Não foi possível na tarde de ontem (06) obter números que comprovem a afirmação, mas, de acordo com o agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Sérgio Eduardo Gogosz, o movimento na ponte diminuiu este mês em comparação a dezembro de 2011. De acordo com o policial, dados preliminares da PRF apontam a diminuição, mas o relatório final só deve sair após a primeira quinzena deste mês.

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Na opinião do agente, o valor da moeda norte-americana até agora é a única explicação para a queda no movimento de veículos de passeios. Mesmo assim, o movimento nos finais de semana na ponte continua expressivo. Em anos anteriores, o fluxo de veículos era de cerca de 20 mil durante apenas num dia.

“Nos sábados o movimento maior é entre 07 horas e 10h30 e 14 e 15 horas, horário de ida e volta do Paraguai”, informa o policial, dando a dica para que os consumidores aproveitem o horário de meio-dia e os dias de semana para entrar e sair do país vizinho com mais tranquilidade.

Com o maior movimento, os acidentes também aumentam. A colisão tradicional dos boletins confeccionados pelos agentes no trecho urbano é o de colisão traseira. “Ocorre geralmente pelo fato de os motoristas não observarem a distância de segurança”, destaca o agente. Se os compristas têm opção de encarar a estrada na tentativa de conseguir preços mais em conta ou ficar no Brasil e comprar com mais tranquilidade, os caminhoneiros não têm o mesmo privilégio de fugir das rodovias.

Segundo Gogosz, o movimento de caminhões aumentou na fronteira. Ele atribui tal fenômeno às safras no Mato Grosso do Sul e Paraguai que são escoadas pelas rodovias do Paraná até os portos.

Fonte: O Presente
Foto: Bruno Miranda/PRF