A Polícia Militar do Paraná está em pé de guerra com o governador Beto Richa. Os motivos são muitos, mas o que fez a coisa desandar de vez foi a escolha do novo secretário de Segurança. E a retaliação começou na terça-feira (11) mesmo. O helicóptero da corporação, usado quase que exclusivamente pelo governador, não ficará mais tão disponível para o Palácio Iguaçu.

Outro sinal da crise no ar: o governador havia previsto uma visita ao quartel central da PM na manhã de ontem (11), para anunciar a contratação de mais dois mil soldados.

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Desistiu de fazer a visita diante da possibilidade de ser hostilizado por familiares dos policiais, revoltados com a situação enfrentada pela PM, como falta de gasolina, de ração para os cães e de alimento para os próprios soldados.

Então, a solenidade foi transferida para o Palácio Iguaçu. E o que se viu foi uma burocrática assinatura de documentos, sem pompas, nem circunstâncias. Apenas dois militares presenciaram o ato, que era para ser festivo: o comandante geral da PM, coronel César Kogut e o subcomandante, coronel Péricles de Mattos.

A maior parte do tempo, helicóptero da PM ficava à disposição de Richa
A maior parte do tempo, helicóptero da PM ficava à disposição de Richa

Portal Guaíra com informações de Valdir Cruz