pedofilia_crimeDe acordo com a denúncia, o professor se aproximava das alunas durante as aulas, abaixava-se perto delas, como se fosse ajudá-las a fazer as atividades, colocava as mãos entre as pernas das meninas, dentro da calcinha e acariciava as partes íntimas.

O processo corre em segredo de Justiça, mas a população está indignada. Um pai, por exemplo, desconfiou que a filha fosse uma das vítimas ao ouvir, dentro do ônibus, um comentário de que alunas eram abusadas na instituição por um professor. Ao chegar em casa, ele conversou com a menina e ela confirmou o crime.

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Por segurança, ninguém da Secretaria de Educação e do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) divulgou o nome do suspeito. O professor continua em liberdade até que o caso seja esclarecido.

A delegada-operacional do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), Sabrina Barreiros Alexandria, explicou que o juiz João Henrique Coelho Ortolano, da Vara de Crimes contra a Criança e Adolescente, não avaliou ser necessária a prisão do professor. “No entendimento do juiz, o suspeito estar em liberdade não significa que ele vá continuar fazendo o que supostamente fazia”, disse.

Mais de 35 pessoas, entre vítimas e testemunhas, foram ouvidas pela polícia. “As denúncias começaram no dia 29 do mês passado e pelo menos 15 situações de violência contra as alunas foram registradas”, comentou a delegada.

A Justiça expediu mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, determinou que ele mantivesse distância das alunas e que fosse afastado das atividades. De acordo com a Secretaria Municipal da Educação, o educador é funcionário público concursado e não está mais exercendo suas atividades. Foi aberto processo administrativo pela Procuradoria-Geral do Município. A polícia apreendeu o computador do professor e vai investigar se ele mantinha contato com as supostas vítimas pela internet.

Fonte: Umuarama24horas/ParanáOnline