LEIA-MAIS311-300x250A família de André Felipe Leal Vianna, de 17 anos, que mora na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), procurou a reportagem da Banda B na segunda-feira (18) para fazer uma denúncia de um possível erro cometido por médicos de dois hospitais, um de Curitiba e um de Matinhos.

Os supostos equívocos teriam resultado na morte do jovem por hemorragia interna no final da tarde de domingo (17), após ele ter sofrido uma simples queda em uma partida de futebol na cidade litorânea, na última sexta-feira (15).

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Segundo Roseli de Fátima, prima de André, ele estava com amigos jogando futebol na areia de Matinhos quando caiu e machucou o punho, na tarde do dia 15. Com muita dor, o jovem foi, logo após o acidente, ao Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos.

“Lá o médico aplicou Dipirona dizendo que era uma luxação e o liberou na mesma hora, só que ele não aguentava a dor e voltou na sexta à noite mesmo para Curitiba”, contou a prima, que complementou dizendo que no sábado o jovem procurou uma clínica de fraturas em Curitiba.

“Nós temos convênio e no sábado fomos ao hospital, onde só fizeram um simples raio-x. Meu primo foi medicado e colocaram uma tala, porque o diagnóstico novamente apontou que seria uma luxação, só que durante a noite a situação piorou”, explicou a prima. Com bastante febre, já na manhã de domingo, a família do jovem procurou novamente a Clínica de Fraturas.

“O médico que nos atendeu chegou a nos perguntar quem mandou colocar a tala e pediu para o André ir com urgência ao Hospital Evangélico, porque não estava bem e teria rompido uma veia calibrosa do punho”, descreveu.

No Evangélico, André recebeu uma dose de morfina e morreu pouco depois.

“O legista do Instituto Médico Legal (IML), informalmente, nos disse que o meu primo teve uma hemorragia interna devido ao rompimento da veia e só resistiu durante tanto tempo porque tinha uma saúde ótima. Foi uma tragédia que até agora não conseguimos acreditar. Se o rompimento na veia tivesse sido visto antes, por meio de uma ecografia, ele estaria vivo”, opinou, contando também que o jovem morreu por conta de uma embolia pulmonar.

“Vamos procurar nossos direitos na Justiça”, garantiu.

A Banda B entrou em contato com o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e com a Clínica de Fraturas, citados pela família.

O primeiro prometeu resposta por telefone, o segundo, por meio de um e-mail, garantiu que não há registros do paciente no histórico de atendimento.

Fonte: CGN/Banda B