Capitão Éldison Martins do Prado, Comandante da 2ª Cia/BPFron

Há vários anos atuando no âmbito do setor de segurança pública, durante determinados momentos de instrução me deparei com profissionais que teciam comentários sobre diversos contextos atinente a vida. Dentre os conceitos percebidos, um deles chamou-me a atenção:

“A liberdade é um bem maior do que a vida. Pois, a vida não tem valor sem liberdade.”

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Concordar ou não com o pressuposto em pauta, dependerá da dosimetria que cada indivíduo estabelece no que se refere a mensurar a importância e a definição de ser ou estar livre. Em suma, para alguns a liberdade se manifesta na condição de poder sair ou permanecer em casa, para outros é a possibilidade de se expressar ou de decidir algo. Ou seja, mesmo estando preso é possível considerar-se livre para fazer algumas coisas. Então, nota-se que há uma valoração considerável da vida mesmo quando a liberdade está suprimida. Dessa forma, denota-se que está-se diante de uma declaração questionável.

No entanto, verificando a situação que ora acontece no mundo, mais propriamente quanto a pandemia, surge a mente uma afirmação semelhante ao conceito mencionado anteriormente, e que, talvez seja bem mais difícil contrapor-se a ela:

“A saúde é um bem maior do que a vida. Pois, a vida só se estabelece com a sobreposição da saúde.”

Na atual “guerra” contra as doenças, embora tendo baixas, percebe-se, conforme as possibilidades, enfermidades sendo minimizadas e a vida mantida, mediante a ação de coragem, responsabilidade, dedicação e esforço dos profissionais que exercem papel fundamental na humanidade, os quais estão à frente dessa batalha: os funcionários dos hospitais e ambulatórios, profissionais do setor de enfermagem, medicina, laboratorial, farmácia, cientistas, enfim, aqueles que atuam em prol da saúde.

Dizem que o sentimento mais racional é a esperança, e, quando nos deparamos com profissionais tão abnegados no cumprimento da missão de curar, como é percebido nos integrantes do sistema de saúde, tem-se o indício de que haverá o enfrentamento da moléstia e a resistência contra o mal, fazendo surtir a sensação de que o ser humano pode ser mais forte e mais humano, e, dessa forma, brota a esperança de uma vida melhor.

Tratar bem e defender esses profissionais, apoiar suas causas, somar esforços junto a eles pela valorização do trabalho que desempenham, exigir recursos e investimentos neste setor, são formas de demonstrar gratidão e o valor que a comunidade atribui a esta classe heroica, que se apresentam sempre prontos a “lutar” em defesa da nossa saúde.

Que Deus continue abençoando o trabalho e a saúde destes profissionais, suas vocações e seus dons. E que, os governantes possam atentar sempre para as necessidades deste setor, haja vista que, a qualidade de vida da população depende também das condições de tais trabalhadores.

Aos Guerreiros e Guerreiras do setor de saúde, os quais representam sinal de esperança na batalha pela vida, minha continência, meu respeito e admiração.

*Capitão Éldison Martins do Prado, Comandante da 2ª Cia/BPFron de Guaíra