Dor nos olhos, coceira, sensação de areia e lacrimejamento. Estes são sintomas de conjuntivite, uma doença que pode ser facilmente transmitida e em algumas situações precisa de acompanhamento médico. No verão e no inverno há aumento dos casos de pessoas com conjuntivite, a doença pode ser bacteriana, alérgica, mas o tipo mais comum é transmitido por vírus.

De acordo com o médico oftalmologista, Luiz Fernando Cavalieri, há quatro anos foram registrados em Londrina casos de conjuntivite grave. ”Era uma conjuntivite viral que contaminou muitas pessoas. A doença era mais intensa e mais prolongada e deixou vários pacientes com sequelas na visão”, explica. Ele acrescenta que nos anos que seguiram, apenas casos tradicionais apareceram, mas que no final do ano passado e início deste ano, novos pacientes com a forma grave da doença foram identificados.

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As sequelas que a conjuntivite pode deixar no paciente são os ”infiltrados de córnea”, lesões na órgão que resultam em manchas brancas e atrapalham a visão. ”Os infiltrados podem ser resolvidos com tratamentos ou se tornar crônicos. Em alguns casos, as lesões levam até dois anos para ficar mais suaves ou desaparecer”, orienta.

Para evitar a contaminação de outras pessoas, o paciente que está com conjuntivite deve ter cuidado redobrado com a higiene. ”Os utensílios devem ser separados, desde as toalhas de rosto, escovas de dentes e fronhas. Para os casais, recomendamos até que durmam em camas separadas e que evitem pegar as crianças”, orienta.

conjuntivite2Piscinas e saunas também podem ser fontes de contaminação de conjuntivite, por isso é importante que as pessoas que estão com a doença não frequentem estes espaços. O médico acrescenta que a melhor forma de prevenir a conjuntivite é lavando as mãos, e que o ideal é que as pessoas não toquem o rosto sem antes higienizarem as mãos com água e sabão ou álcool em gel.

A forma viral da conjuntivite não tem cura. É preciso esperar que o vírus complete seu ciclo, que dura em média 15 dias. O médico afirma que o vírus fica encubado entre quatro e sete dias antes de aparecerem os sintomas e que a transmissão da doença é feita deste o início até o final do ciclo. ”Como é uma doença transmitida por um vírus, não adianta usar antibiótico, também não se deve usar colírios com corticoide nos primeiros sete dias porque esta substância aumenta o risco de aparecimento de infiltrados”, explica.

A doença geralmente aparece em um olho e depois no outro. O paciente com conjuntivite deve ser afastado de suas atividades sociais, entre elas o trabalho. Para aliviar os sintomas é recomendado fazer compressa com água ou soro fisiológico gelados. ”Se a doença durar mais do que 15 dias é importante procurar um oftalmologista para fazer uma avaliação. A mesma orientação serve para as pessoas que tiverem um inchaço muito grande na pálpebra. Há situações em que é preciso intervir”.

Nas crianças, a doença pode estar associada a febre e dor de garganta. A diferença mais visível da conjuntivite viral para a forma bacteriana da doença é a secreção, que no segundo caso é amarelada. ”No caso da bacteriana há remédios que interrompem a doença”, explica.

Fonte: Michelle Aligleri – Folha de Londrina