(Foto: Eduardo Andrade/RPC)

O ex-prefeito de Chopinzinho, no sudoeste do Paraná, Leomar Bolzani, acusado pela morte de um procurador municipal foi condenado a 19 anos e três meses de prisão, nesta quarta-feira (27), em Guarapuava, na região central do estado.

Algacir Teixeira de Lima tinha 51 anos quando foi morto a tiros na frente das filhas. O crime ocorreu no dia 16 de março de 2015, enquanto ele chegava em casa.

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Seis anos após o homicídio, Bolzani foi julgado como mandante do crime, acusado de ter pago R$ 6,5 mil pela morte do procurador, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Conforme a sentença, ele foi condenado por homicídio qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Dos sete acusados de envolvimento, o ex-prefeito foi o último. Os demais também foram condenados.

A defesa do ex-prefeito disse que recorrerá da decisão, pois entende que o julgamento tendo sido feito fora da comarca prejudicou, pois os jurados não conheciam a boa índole do ex-prefeito.

Segundo o advogado que representa a família de Algacir, chegou ao fim a angústia após todos os envolvidos serem condenados. A acusação entende que a pena aplicada poderia ser maior e que a Justiça foi feita, o que trouxe alento para a família.

À época do ocorrido, o ex-prefeito renunciou o cargo e cumpria prisão domiciliar desde novembro de 2015.

O ex-prefeito também foi condenado por improbidade administrativa em 2017, por emprestar máquinas da prefeitura para serviços particulares. Processos como esse teriam sido o motivo do assassinato.

Julgamento
O julgamento começou começou por volta das 10h de terça-feira (26) e terminou na tarde desta quarta.

Devido a gravidade e repercussão do crime, o júri ocorreu outra região a pedido do MP-PR, para garantir a imparcialidade dos jurados.

Relembre o caso
À época, a frieza do assassinato chocou a cidade de 20 mil habitantes.

Segundo as investigações, o atirador contratado invadiu a garagem do prédio perto do meio-dia.

Quando o procurador chegava em casa, junto com as filhas pequenas, ele foi atingido por seis tiros.

Poucos dias depois do crime, a polícia prendeu alguns dos envolvidos.

O atirador Darci Lopes de Aquino e Elvi Haag Ferreira confessaram a participação e apontaram os mandantes. Tudo foi gravado pelos delegados.

A investigação da polícia apontou três núcleos: os executores, os mandantes e os intermediários.

Os intermediadores foram os primeiros a serem condenados, com sentença de 15 anos de prisão.

A pedido do Ministério Público do Paraná, o julgamento de 2016 foi em Guarapuava, na região central do Paraná, para garantir a isenção júri.

Em dezembro de 2017 teve outro julgamento. Gilvanni Baldissera, conhecido como pardal, que era assessor do prefeito, foi condenado a 17 anos e seis meses de prisão depois da pena ser revisada no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

O atirador Darci Lopes Aquino foi condenado a 10 anos e meio de prisão.

A mesma pena recebeu Jeferson Rosa do Nascimento. João Rosa do Nascimento foi condenado a 15 anos de reclusão.

Desde a decisão da Justiça para que o ex-prefeito também fosse à júri popular, a defesa dele entrou com vários recursos. Por isso, o julgamento ocorreu após seis anos do crime.

Sobre os condenados, Elvi Haag e Darci Aquino tiveram progressão da pena para o regime semiaberto com monitoramento eletrônico.

Giovanni Baldissera, o pardal, conseguiu na Justiça de Balneário Camboriú (SC) o direito a prisão domiciliar com uso de tornozeleira, por apresentar comorbidades, em função da pandemia.

Jeferson Rosa do Nascimento conseguiu na comarca de Laranjeiras do Sul, a progressão da pena para regime aberto.

Portal Guaíra com informações do G1