O dono da moto usada por Edison Brittes afirmou em depoimento à Justiça que não conhece o réu confesso pelo homicídio do jogador Daniel Correia Freitas. A testemunha, que é sigilosa, foi ouvida na segunda-feira (1º) na segunda fase da audiência de instrução do processo sobre a morte do atleta.

Daniel foi morto em 27 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, após a festa de aniversário de Allana Brittes, filha de Edison.

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À polícia, Edison Brittes afirmou que matou o jogador porque Daniel tentou estuprar Cristiana Brittes, esposa de Edison. O delegado que investigou o caso afirma que não houve tentativa de estupro.

Na casa da família Brittes, dias após o crime, foi encontrada uma motocicleta registrada em nome de um homem preso pela Polícia Federal por tráfico de drogas.

Em depoimento, o homem afirmou que era dono da moto, mas que colocou à venda em uma loja no bairro Boqueirão.

A testemunha afirmou que não sabia que a motocicleta tinha sido comprada por Edison Brittes, nem que não tinha sido transferida para o nome do novo dono.

Segunda fase de audiência
A segunda fase da audiência de instrução acontece a partir desta segunda-feira. Mais de 40 pessoas foram arroladas como testemunhas pelas defesas. Na primeira fase, em fevereiro, 13 pessoas prestaram depoimento à Justiça como testemunhas da acusação ou informantes.

Além da testemunha sigilosa, outras cinco pessoas foram ouvidas pela juíza da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, Luciani Martins de Paula, na manhã desta segunda-feira. Cada depoimento durou cerca de dez minutos.

Dois deles foram dos policiais militares que chegaram ao local onde o corpo foi encontrado, na área rural de São José dos Pinhais.

Os dois informaram que havia uma poça de sangue na estrada rural onde a perícia informou que aconteceu o crime. Eles afirmaram que não era possível enxergar o corpo de Daniel da estrada e que ele foi encontrado atrás de um arbusto.

Outras duas testemunhas ouvidas foram um gesseiro que estava prestando serviços para Edison Brittes e o dono de uma loja de bebidas. Os dois viram Edison na manhã do crime.

O prestador de serviço contou que foi até a casa da família Brittes por volta das 8h da manhã para deixar alguns materiais para a obra e que naquele horário ainda estava acontecendo a festa de aniversário de Allana. Ele afirmou que o ambiente era tranquilo no local.

O vendedor de bebidas disse, em depoimento, que Edison Brittes parecia nervoso naquele dia, e que comprou vodca, água e gelo.

A última testemunha ouvida foi um policial vizinho da família Brittes. Ele falou à Justiça que Edison e Cristiana Brittes pareciam um casal “normal, atencioso e prestativo”.

Portal Guaíra com informações do G1