Na manhã desta terça-feira foi realizada uma reunião com prefeitos na sede da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), em Cascavel, sobre o aumento de casos de Covid-19. Foram aprovadas quatro deliberações.

O tom geral é que os municípios são contra a aplicação de lockdown, mas devem avaliar ações de contingenciamento, de acordo com a necessidade. O apelo pela responsabilidade individual de cada cidadão para evitar a piora do quadro. Foi discutida ainda a necessidade de um plano de ação sobre as outras demandas da área da saúde.

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Veja a nota emitida pela entidade sobre as deliberações:

Reunidos na manhã do dia 1 de dezembro de 2020, em Cascavel, na 9ª Assembleia Geral Ordinária da Amop, prefeitos associados à entidade, juntamente com diretores de Regionais de Saúde, representantes do Cosems, diretores de consórcios intermunicipais de Saúde, Consamu, presidentes da Caciopar, Acic, OAB-Cascavel e outras instituições, receberam de representantes da Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) um panorama geral da situação da Covid 19 na Macrorregião Oeste/Sudoeste, bem como debateram profundamente o tema sob a ótica de preservar vidas e salvaguardar empregos. Diante dessas manifestações, surgiram as seguintes deliberações, aprovadas por unanimidade entre os presentes, a que segue:

1) Que os Municípios, juntamente com as Associações Empresariais e os setores produtivos locais, deliberam contra a aplicação do lockdown, recomendando a priorização de medidas preventivas e de conscientização coletivas, mediante a mobilização de toda a sociedade em torno da necessidade de ampliar as medidas de prevenção e distanciamento social, evitando aglomerações, dentro da necessária responsabilidade que cada cidadão e cidadã devem possuir, para a garantia da diminuição dos casos da doença. Somente com a atuação de toda a sociedade, seja conjuntamente ou de forma individual, conseguiremos superar esta pandemia, preservando valiosas vidas e imprescindíveis empregos.

2) Que os municípios deliberem com seus respectivos comitês de emergência, dentro da realidade e autonomia locais, planos de contingenciamento adequados às suas demandas, inclusive com medidas de fiscalização, de fortalecimento de medidas de conscientização, fiscalização e, quando necessário, aplicação de multas, para os infratores que desrespeitarem os cuidados ou promoverem aglomerações.

3) Também foi deliberado ser requerido junto aos governos estadual, federal e Itaipu Binacional, um plano de ação para as outras demandas emergenciais na área de saúde, envolvendo cirurgias eletivas e procedimentos afins, para garantir o atendimento da salvaguarda de vidas de pessoas que estão com seus nomes em filas de espera, porém represados, por conta de medidas adotadas no período da pandemia.

4) Por fim, dentro da prudência e responsabilidade da qual sempre posicionou-se esta entidade, ressalta-se que tal desafio motiva uma postura de responsabilidade diária de todos os oestinos e oestinas, em torno das medidas de prevenção e isolamento, cessando de forma imediata as aglomerações, enquanto perdurar a pandemia, para evitar que pacientes fiquem sem atendimento, diante da limitação da estrutura do SUS que, a exemplo do que vemos em outros países, não suportará um crescimento ainda maior de casos. A hora de agirmos coletivamente e de forma responsável é agora. Por isso, convocamos cada cidadão, empresário e trabalhador, a integrar-se neste movimento de “Responsabilidade para salvar vidas e empregos”.

Portal Guaíra com informações da CGN