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O médico que foi preso por não cumprir expediente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cascavel, pediu exoneração do cargo que ocupava na Prefeitura Municipal. O caso está sendo analisado pelo Recursos Humanos (RH) do Executivo e o resultado do pedido deve sair nesta sexta-feira (8).

Na quarta-feira (6), o médico conseguiu liberdade provisória concedida pela Justiça. O profissional passou apenas uma noite isolado em uma área da carceragem da delegacia, mas não chegou a ser colocado em uma cela.

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O flagrante é resultado de cerca de um mês de investigações feitas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Câmara Municipal de Cascavel. Denúncias feitas por usuários de casos semelhantes vêm sendo checadas com a ajuda da polícia. Nesta quinta-feira (7), por exemplo, quatro pessoas foram ouvidas no plenário do Legislativo. Na sexta-feira (8), outras cinco pessoas, entre elas a coordenadora da UBS onde trabalhava o médico.

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Entenda o caso
O ginecologista havia sido detido na terça-feira (5) logo depois de ser flagrado deixando a unidade de saúde e se dirigindo para o consultório particular que mantém em uma clínica de especialidades no centro da cidade. Inicialmente o ginecologista vai responder por crime de falsidade ideológica. A polícia apura ainda se houve peculato e omissão de socorro.

Segundo a polícia, que registrou imagens do médico, o ginecologista registrou o cartão ponto na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Faculdade por volta das 7h e saiu minutos depois. O profissional foi seguido e visto entrando no consultório que mantém no centro da cidade. A prática ilegal foi registrada em imagens feitas pelos policiais durante ao menos três dias: na quinta-feira (30), na segunda (4) e nesta terça.

Também na terça-feira, a prefeitura de Cascavel afastou a coordenadora do posto onde o ginecologista deveria cumprir três horas por dia. A coordenadora era responsável por validar mensalmente o cartão-ponto do médico. No mesmo horário em que deveria estar no posto, ele atendia pacientes em uma clínica particular.

O profissional recebia R$ 2.538,00 por mês para atender no posto de saúde e outros R$ 14,7 mil por expediente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Em depoimento ao delegado Júlio Reis, o médico afirmou que não ficava na unidade porque “não tinha nenhum paciente”, por isso, “eventualmente” se ausentava para atender no consultório particular e em seguida voltava.

Fonte: G1