Vanessa Aparecida Ramos do Nascimento, mãe da menina assassinada

Vanessa Aparecida Ramos do Nascimento relata com frieza em depoimento para a Polícia Civil (PC) como foi a morte da filha Maria Clara Zortea Ramalho, de 6 anos. A mãe e uma amiga Giulia Albuquerque confessaram matar a menina e enterrar o corpo próximo a Santa Tereza do Oeste.

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A mulher conta que no dia do crime por volta das 3 horas da madrugada a menina foi colocada no porta-malas do carro. Ás sete horas da manhã, ela teria dito para a amiga para tirá-la de lá, mas Giulia teria dito que “Deus quer que ela fique um pouco mais”. A garota estava no carro para uma espécie de purificação.

Às 9 horas elas abriram o porta-malas e viram que a menina não respirava. “Tiramos Maria Clara do carro e levamos para casa. Ela me disse para sair e deixar ela fazer respiração boca a boca. Depois de 10 minutos voltei para o cômodo e vi que ela estava morta”. Vanessa então teria dita para Giulia que elas deveriam chamar o IML. “Ela disse que não poderíamos fazer isso, porque a polícia ia descobrir as marcas no corpo dela e eu ia ser presa e perderia minha outra filha”. Além de Maria Clara, Vanessa tinha uma menina de 2 anos que presenciou tudo. As marcas de acordo com depoimento teriam sido causadas por Giulia quando a menina apanhava por desobedecer. “Ela também dizia que Deus daria uma solução”.

No fim da manhã foi quando ela disse que Deus tinha dado a solução: enterrar o corpo de Maria Clara. Entre ás 17 e 18 horas o corpo foi levado para um morro próximo a Santa Tereza. “No carro levamos a Emily na cadeirinha e a Maria Clara no porta-malas”.

O morro o qual Vanessa se refere, seria um local onde ela e amiga já teriam estado várias vezes, inclusive com as duas crianças. “Teve uma passagem de ano que a Giulia não queria ouvir os fogos de artifício e fomos para o morro, lá dormimos dentro do carro, nós quatro”.

A polícia também perguntou para a mãe se ela mantinha um relacionamento amoroso com a amiga, mas ela negou.

Quando chegaram ao matagal, apenas Giulia desceu do carro, segundo Vanessa, e foi até ao local para cavar uma cova. “Depois ela me chamou e eu entreguei a menina. Não vi se era funda a cova, acho que era rasa, não me lembro”.

Depois de enterrar Maria Clara elas teriam retornado para casa.

Vanessa Aparecida Ramos do Nascimento, mãe da menina assassinada
Vanessa Aparecida Ramos do Nascimento, mãe da menina assassinada

Portal Guaíra com informações da Catve
Foto: CGN