ad

A mãe do menino de 11 anos, que foi atacado por um tigre no Zoológico de Cascavel, decidiu falar sobre o caso. Ela atendeu a reportagem da CGN na recepção do Hospital Universitário, onde o garoto segue internado, no sábado a tarde.

Para não expor o filho, ela não quer aparecer e prefere ter apenas o primeiro nome divulgado. Mônica chegou a Cascavel na quinta-feira, no dia seguinte ao ataque.

A mãe conta que ficou sabendo do ocorrido por parentes e ficou muito assustada, principalmente porque o filho estava longe. Mônica então fez o possível para chegar logo a Cascavel. Ela revela como foram os primeiros momentos com ele no hospital.

“Fiquei abalada de ver como ele estava, porque perdeu um braço, eu perdi uma parte de mim. Não sei se dói mais em mim ou mais nele. Cheguei, vi, abracei, beijei, mas você não fala nada, só se abraça. Vê que está tudo bem, aquele alívio, meu filho a princípio está bem, está vivo. Nós não conversamos muito, do acidente, ele até falou que não sentiu, eu expliquei que é natureza do corpo, a adrenalina”, comenta.

Mônica detalha como foi que o filho recebeu a notícia de que havia perdido o braço.

“Ele ficou muito preocupado de estar sem o braço, saber como ia ser a vida dele, ficou preocupado com o animal, então ele sabe. É uma criança, não tem culpa, a criança não tem culpa, o animal não tem culpa. Eu peço, vamos pensar para que não aconteça com outras famílias porque é doído. O animal não saiu, mas entrou uma mão de criança, podia ter sido com qualquer família, criança. É o que a gente não quer, porque dói, dói muito”, desabafa.

Mônica confirmou que o filho gosta muito de animais, mas não tinha noção do perigo em se aproximar do tigre. Ela conta que ele está preocupado com o animal.

“Ele ficou preocupado: mãe como está o tigre? Falei que está bem. Se me perguntarem eu quero que continue bem. Todo mundo que precisar visitar, que sejam tomadas medidas diferentes para que não aconteça com mais ninguém. Uma criança você deixa de prestar atenção, ela cai, se machuca”, destaca.

Em relação ao pai do menino, Mônica diz que não pode julgá-lo e frisou que ele está muito triste e abalado.

“Ele me pediu perdão, perdão pelo amor de Deus, perdão. Ele está muito abalado, acho que pelo resto da vida. Não tem porque não perdoar, tem que se unir, se ajudar para melhor. Tem pior coisa do que aconteceu para ele? É o filho dele que se machucou, está doendo demais para o pai”, observa.

O menino segue internado na Ala Pediátrica. Segundo o hospital, o estado de saúde dele é estável, mas o garoto está bastante abalado. A previsão é que ele tenha alta na próxima quarta-feira, então poderá seguir o tratamento em São Paulo, onde mora.

Os pais são separados, o menino mora com a mãe e passava férias com o pai. Ele visitava um irmão de três anos, que é de Cascavel, filho de outro relacionamento do pai. Os três passeavam no zoológico quando houve o ataque.

Fonte: CGN


CLINICA SALUTAR