O médico urologista Eufânio Saquetti, que estava preso desde o último dia 11 de dezembro na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, foi solto na quinta-feira (19). Ele é acusado de reaproveitar materiais cirúrgicos. A revogação da prisão preventiva foi concedida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Maringá, Givanildo Nogueira Constantinov.

O advogado de defesa de Saquetti, Edmundo Santana, entende que a decisão da justiça foi acertada. “A justiça agiu de forma justa e prudente, permitindo que ele [Dr. Eufânio] aguarde o processo de investigação em liberdade. Como já tenho dito, o processo corre em segredo de justiça e não vamos dar mais detalhes da investigação, em respeito ao trabalho desenvolvido pela justiça.

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Por outro lado, é importante ressaltar que não existe um processo criminal, mas uma ação de investigação que ainda não foi concluída”, explicou. A PRISÃO Saqueti teve prisão preventiva decretada de 30 dias na semana passada e permaneceu detido em cela separada, na 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, até quarta-feira (18) de manhã. Os médicos alvos da ação – incluindo prossionais de Ivaiporã, Francisco Beltrão, Goiânia e Rio Verde, em Goiás – são suspeitos de utilizar materiais cirúrgicos irregulares.

Conforme apurou as investigações, cateteres e outros equipamentos, que deveriam ser descartados após uso único, eram utilizados em até 15 cirurgias. Segundo a investigação, materiais que possuem um custo de R$ 1,2 mil eram adquiridos pelos prossionais da saúde por R$ 250 a R$ 300 e reutilizados muitas vezes. Ressalta-se que todos os equipamentos eram completamente descartáveis e nenhum órgão responsável pela área autoriza esterilização e reuso dos mesmos. Os alvos da ação devem ser indiciados por associação criminosa, falsidade ideológica de documento particular e adulteração de produto destinado a ns terapêuticos ou medicinais.

Portal Guaíra com informações da Tarobá