O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na terça-feira (13) Aloizio Mercadante como próximo presidente do BNDES. Ele também falou do fim das privatizações no país.

“Vai acabar privatizações nesse país. Já privatizaram quase tudo. Vai acabar, e nós vamos mostrar que algumas empresas públicas vão poder mostrar a sua rentabilidade”, disse.

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Ao justificar a escolha de Mercadante para o BNDES, explicou que “precisamos de alguém que pense em desenvolvimento, de alguém que pense em reindustrializar esse país, que pense em inovação tecnológica, de alguém que pense na geração de financiamento ao pequeno, grande e médio empresário para que esse país volte a gerar emprego”.

As falas foram feitas durante coletiva de imprensa da equipe de transição, em que coordenadores falaram brevemente sobre os relatórios finais que os grupos técnicos montaram sobre a situação do governo federal atual.

Participaram do evento a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, Flávio Dino, próximo ministro da Justiça, Rui Costa, próximo ministro da Casa Civil, Mauro Vieira, próximo ministro das Relações Exteriores, Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, a futura primeira-dama Janja e Lu Alckmin.

Campanha, transição e Bolsonaro
Lula também pontuou que a campanha presidencial de 2022 “não foi habitual”, tendo que “enfrentar o Estado brasileiro”.

“Nunca o estado brasileiro e suas instituições estiveram tão a serviço de um candidato desde a proclamação da República como do senhor sainte, o senhor Jair Bolsonaro”, comentou.

O presidente eleito afirmou que respeitou quem ganhou nas outras eleições em que perdeu, e que Bolsonaro “está mostrando o que ele é agora”, “incentivando os ativistas fascistas que estão nas ruas se movimentando”.

Sobre os relatórios que foram feitos pela equipe de transição, o petista destacou que foi feito uma “radiografia perfeita do estrago que foi feito nesse país”.

Reforma tributária e compromisso com educação e saúde
Outros pontos de destaque na fala de Lula foram a educação e a saúde, advertindo que o SUS é “incompreendido desde a sua criação”.

“Quero, no dia da minha posse, assumir um compromisso com a educação básica nesse país, com o ensino fundamental desse país”, disse, acrescentando que lutará para ensino integral.

Dentro do escopo da saúde, após falar sobre a população mais pobre não ter acesso a planos de saúde, por exemplo, o presidente eleito pontuou que é necessária uma reforma tributária para “corrigir um pouco as injustiças centenárias que tem nesse país”.

“Governar para todos de verdade significa: o crescimento do PIB não é um número para ser utilizado em manchete de jornal. O crescimento do PIB só tem sentido se a gente distribuir o crescimento com aqueles que produziram o crescimento, que é o povo trabalhador desse país”, finalizou Lula.

Portal Guaíra com informações da CNN