Dez lobistas apontados como operadores de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobras e desbaratado pela Operação Lava Jato visitaram a estatal pelo menos 1.800 vezes entre 2000 e 2014. A companhia anexou ao inquérito principal da Lava Jato na quinta-feira (30) um extenso relatório que contabilizou as visitas dos operadores. Os nomes foram indicados pelo ex-gerente executivo Pedro Barusco, que foi braço direito do ex-diretor de Serviços da empresa Renato Duque, em sua delação premiada.

Em documento enviado em dezembro de 2014 ao juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, o Ministério Público Federal informou que Barusco negociava com tais operadores financeiros “não só o montante a ser repassado a título de propina, como também a maneira pela qual ocorreriam os pagamentos, tudo de forma a viabilizar a ocultação e dissimulação da origem, disposição, movimentação e propriedade destes ativos ilícitos”.

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Em sua delação premiada, Barusco citou os nomes de Mario Góes, Zwi Zcorniky, Guilherme Esteves de Jesus, Milton Pascowitch, Shinko Nakandakari, Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva, Atan de Azevedo Barbosa, Bernardo Freiburghaus, Augusto Amorim Costa, Cesar Roberto Santos Oliveira e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, como “autênticos representantes dos interesses das empresas corruptoras nos pagamentos das vantagens indevidas”, com os quais ele fez transações e manteve contato. O nome de Vaccari não aparece no documento encaminhado pela estatal à Justiça.

Edifício sede da Petrobrás no Rio de Janeiro(Fábio Motta/AE/VEJA)
Edifício sede da Petrobrás no Rio de Janeiro (Fábio Motta/AE/VEJA)

Portal Guaíra com informações da Veja