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O ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, abriu a fala na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira, 19, afirmando não ter o que esconder e querer “esclarecer muito em torno desse sensacionalismo”, em relação às mensagens vazadas e atribuídas a ele, quando juiz federal, e a integrantes da Operação Lava Jato.

“De fato, me coloquei à disposição para prestar esclarecimentos. Evidentemente, não tenho nada que esconder”, declarou. ” A ideia foi vir aqui espontaneamente muito em torno desse sensacionalismo que está sendo criado em cima dessas notícias. Tenho apenas e agradecer aqui essa oportunidade”, afirmou.

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Reportagem do sito The Intercept Brasil revelaram mensagens em que Moro e o procurador Delton Dallagnol trocavam informações sobre ações da Lava Jato e sugerem que o ex-juiz pode ser interferido na atuação da Procuradoria, o que é proibido pela Constituição.

Moro é ouvido nesta quarta-feira (19) na CCJ do Senado para que esclareça troca de mensagens, por meio do aplicativo Telegram, entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, sobre procedimentos e decisões em processos, incluindo os que levaram à condenação do ex-presidente Lula.

As mensagens, segundo o site The Intercept Brasil, foram trocadas entre 2015 e 2018 e obtidas a partir da invasão de aparelhos dos procuradores por hackers ainda não identificados.

Após os vazamentos das conversas, será a primeira vez que Sergio Moro irá ao Congresso Nacional para falar sobre o assunto. Na semana passada, o ministro participou, no Senado, de um almoço com parlamentares no Bloco Parlamentar Vanguarda – DEM, PSC e PL – mas não falou com os jornalistas.

Câmara
Uma semana depois ir ao Senado, no dia 26, será a vez de Moro dar explicações sobre o mesmo assunto aos deputados.

O presidentes das comissões de Direitos Humanos e Minorias; Trabalho, Administração e Serviços Públicos; Fiscalização Financeira e Controle e Constituição e Justiça da Câmara fecharam um acordo para aglutinar em um só os diversos requerimentos que convocavam o ministro da Justiça.

Portal Guaíra com informações da Agência Brasil