Dados divulgados hoje (22) pelo Ministério da Saúde mostram que o número de mortes em decorrência da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, subiu de 18 para 25 de ontem para hoje. Já o número de pessoas que contraíram o vírus passou de 1.128 para 1546. Segundo a pasta, com a nova atualização, todos os estado brasileiros possuem casos do novo coronavírus.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (926), seguida da Região Nordeste (231), da Sul (179), da Centro-Oeste (161) e a Região Norte (49).

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São Paulo acumula o maior número de casos (631), seguido por Rio de Janeiro (186), Distrito Federal (117), Ceará (112), Minas Gerais (83) e Rio Grande do Sul (73).

Em seguida vem o estado de Santa Catarina (57), Paraná (50), Bahia (49), Pernambuco (37), Amazonas (26), Espírito Santo (26), Goiás (21), Mato Grosso do Sul (21), Acre (11), Sergipe (10), Rio Grande do Norte (nove), Alagoas (sete), Pará (quatro), Piauí (quatro), Rondônia(três), Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Tocantins e Rondônia (dois cada). Amapá e Paraíba (um).

O Ministro falou durante a coletiva que não tem usado projeção de contágio ou pico do coronavírus no País, mas que estão fazendo o máximo possível para informar os estados e municípios. Além disso destacou o risco de estocar álcool em gel 70% por conta de acidentes e até explosão. “Fico muito preocupado com a venda do álcool líquido nas farmácias. As pessoas estão comprando litros disso. Por favor, não se utilizem de álcool líquido se não for nas mãos de um adulto guardado em local muito específico e não façam disso um grande arrependimento”.

Para limpar superfícies seja em casa ou em local de trabalho o indicado é que a limpeza seja feita com clorito no lugar de álcool, pois não é inflamável é tão eficiente quanto.

Com o aumento significativo de casos em todo território nacional, a procura por testes para confirmar o contágio de COVID-19 cresceu consideravelmente. O ministério da Saúde afirmou que mais de cinco milhões de testes rápidos foram encomendados pelo governo para os próximos oito dias e virão de uma fabricante chinesa, eles apresentam sensibilidade de 86,43% e especificidade de 99,5%.

A expectativa é que a pasta trabalhe com uma escala de 30 a 50 mil exames por dia e obtenha máquinas de coleta automatizadas, sem necessidade humana para as amostras. Ele também esclareceu que o vírus não sobreviver ao calor era uma possibilidade, até que informações oficiais da China e da OMS mostraram que “ele não respeita muito a temperatura” e “se mostra muito competente em sua transmissão”.

Prestes a completar um mês do primeiro caso confirmado no Brasil, o ministro Mandetta afirma que garantirá mais quantidade de projeção sobre a doença no País, mas informou no primeiro momento que acredita que em todos os estados houve expansão.

Duas empresas no país, MagnaMed e KTK, são capazes de fabricar respiradores e a afirmação do ministro é que há várias pessoas pensando em soluções ?fora da caixa?, descreve.

Um dos questionamentos é quanto ao uso da Cloroquina no combate ao Coronavírus e enfático disse: “Já tínhamos pesquisas acontecendo, mas em número reduzido.” De acordo com ele, o Brasil tem “condição total” de produzir esse medicamento em grande escala, em instituições como FioCruz e Hospital do Exército, podendo até distribuir para outros países.

Estudiosos ainda estão avaliando os possíveis efeitos colaterais intensos, segundo o ministro “que podem ser muito mais graves e danosos do que uma gripe que quase metade da população não vai pegar”.

Mandetta destaca que a virose não será contraída por metade da população e, da que contrair, metade não terá sintomas por desenvolver anticorpos. “Temos uma base jovem e nosso comportamento será melhor contra o vírus, teremos um grande cordão imunológico com menos casos graves”. Aos que apresentares sintomas terão avaliação leve e somente uma minoria precisará de internação hospitalar. “Se isso acontecesse distribuído no ano não teríamos problema nenhum, seria mais um resfriado, uma gripe forte, uma pneumonia que afeta nossos idosos e vamos solucionar quando tivermos uma vacina competente. Como ninguém tem imunidade, vai acontecer de maneira bruta e levar muita gente ao SUS. É como ter uma geladeira em casa e todo o quarteirão precisar guardar algo nela”, finaliza.

Portal Guaíra com informações da Agência Brasil