Policiais militares prenderam um homem de 31 anos suspeito de espancar o próprio filho, de apenas seis anos, e trancá-lo dentro de uma jaula, na Estrutural, no Distrito Federal. O caso ocorreu por volta das 22h30 de domingo (14).

De acordo com a Polícia Militar, a criança foi encontrada com marcas de espancamento e seminua. Testemunhas contaram que o menino foi agredido com um cabo USB após o pai brigar com a esposa.

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Os militares chegaram ao automóvel e perguntaram à vítima o que tinha acontecido. “Meu pai bateu em mim com um chicote”, disse a criança. Em seguida, ele virou e mostrou as marcas dos machucados.

O agressor foi preso em flagrante e levado para a 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul. O crime é investigado como lesão corporal e violência doméstica.

Ainda segundo relatos de quem presenciou a cena, a criança foi arrastada no chão e deixada na caçamba de um veículo, que é equipada com uma jaula. Os militares receberam uma denúncia anônima e compareceram ao endereço.

Prisão
Apesar de registrado na delegacia da Asa Sul, o caso foi encaminhado à 8ª Delegacia de Polícia, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Entretanto, de acordo com o delegado Rodrigo Bonach, “o caso seguirá diretamente para o Ministério Público e para o Judiciário”.

“De regra, situações flagranciais apresentadas à Ceflag [Central de Flagrantes] não retornam à delegacia. Só se determinado pelo Judiciário”, disse o investigador.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi levado à carceragem da corporação, “onde se encontra à disposição da Justiça”. Os investigadores informaram que a criança passou por exame no Instituto Médico Legal (IML), que constatou existência de lesões.

Os agentes disseram que foi arbitrada fiança de R$ 5 mil ao suspeito, porém, o valor não foi pago e ele segue preso. “Não foi acionado o Conselho Tutelar em razão da vítima ser liberada na companhia de sua genitora”, afirmou a Polícia Civil.

A reportagem entrou em contato com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e questionou se a ocorrência chegou ao órgão, o motivo do crime não ser investigado pela Polícia Civil e de não passar pelo Conselho Tutelar. Porém, em nota, o órgão respondeu que a vítima é menor de idade e “os procedimentos são sempre sigilosos” nesses casos.

Portal Guaíra com informações do G1