Francês é o nome do boi de estimação do fotógrafo Aparecido Silva de Oliveira, de 63 anos. Junto do dono, o animal chama atenção por onde passa, seja em festas infantis ou feiras e eventos agropecuários, no interior de São Paulo.

Além de ser o ganha-pão de Aparecido, Francês também é “como um filho” para ele. O boi foi adquirido em um leilão logo após o desmame e era criado no pasto da propriedade, que fica em São José do Rio Preto.

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Por isso, na segunda-feira, 11, o susto foi grande quando ele deu falta do animal. Ao Canal Rural, ele contou ter acordado cedo para tratar do boi e se deparou com o pasto vazio. “Na hora, bateu o desespero, amoleceu a perna e veio aquela tristeza danada”, diz.

Mas a história de Aparecido e do boi Francês teve um final feliz. A família de Aparecido conseguiu imagens de câmera de segurança que mostravam o possível criminoso caminhando pelas ruas com o boi.

O boletim de ocorrência chegou ao conhecimento do delegado Paulo Buchala Junior, do Departamento de Investigações Gerais/Departamento Estadual de Investigações Criminais (DIG/Deic) da Polícia Civil de São Paulo, na quarta-feira, 13, pela manhã. Ele solicitou que Aparecido comparecesse à delegacia para mostrar as imagens. Analisando os vídeos, os policiais reconheceram o suspeito, que já teria cometido outros crimes de furto de gado na região.

“Depois do almoço, tentamos localizá-lo e não conseguimos. Recebemos a informação de que ele poderia estar em Sales (SP), a 70 quilômetros de Rio Preto. Chegamos lá às 18h e o encontramos em um bar. Primeiro, ele negou, mas confrontado com as imagens, confessou e disse onde estava o boi”, relata Buchala Junior.

O delegado e os policiais foram levados a uma propriedade do município, onde Francês foi encontrado. O dono da fazenda informou aos policiais que o animal teria sido comprado na segunda-feira após o crime, por R$ 5.500, e seria abatido na quinta-feira, 14.

Buchala Junior explica que o ato de comprar um animal sem nota configura infração administrativa, porém não é crime. Mas a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar se não houve má-fé do comprador. Caso se conclua que ele sabia da procedência do animal, ele pode ser responsabilizado e indiciado por receptação.

“Graças a Deus a gente conseguiu ele vivo sem ferimento nenhum”, diz Aparecido. “As crianças gostam muito dele, tanto que foi uma festa quando o encontramos. “Agradeço ao Paulo, que correu atrás, em cima mesmo. Ele e os investigadores estão de parabéns”, afirma.

Portal Guaíra com informações do Canal Rural