Avenida não foi liberada para trafego
Avenida não foi liberada para tráfego

A informação de que a avenida Beira Rio estaria liberada para o tráfego, como chegou a ser noticiado nas redes sociais e em portais de notícias, não é verdadeira. Quem afirma é o prefeito de Guaíra, Fabian Vendruscolo, que durante entrevista coletiva, voltou a citar o polêmico caso da interdição da via, fato ocorrido há mais de 2 anos.

Para de fato ser liberada, o município terá que cumprir com algumas exigências. “A administração anterior chegou a abrir a avenida em dezembro, mas rapidamente mandamos fechar. Não há nenhuma determinação para abri-la, pois não resolvemos ainda nenhuma das exigências impostas ao município”, explicou Fabian.

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Segundo o secretário de Infraestrutura, Augusto De Nadai, o município assinou um termo de ajustamento de conduta para solucionar o problema e pedir a licença de operação. “Temos um compromisso de plantar 6 mil mudas na margem do córrego do meio e mais 11 mil numa área de 4,47 hectares da Itaipu. Depois que fizermos isso, poderemos então solicitar a licença de operação, o que nos permitirá finalmente regularizar a situação da avenida”, afirmou.

Entenda o caso

No dia 15 de setembro de 2010 a população de Guaíra foi pega de surpresa com a notícia que a Prefeitura Municipal resolveu fechar a avenida Beira Rio depois que o município foi multado em R$ 60 mil pelo Ibama. Segundo informações publicadas na época, a avenida foi fechada devido a um impasse na questão da iluminação, que atrasou o final da obra.

Extensão da Av. Beira Rio

Na oportunidade, o engenheiro agrimensor Franz Jambersi foi convocado a prestar esclarecimentos na Câmara Municipal, onde ele confirmou que havia um desentendimento entre o município e a Itaipu, que estava custeando a obra. Segundo Jambersi, a gestão 2009 – 2012 preferia a instalação de luz pela via aérea, enquanto a Itaipu insistia que a iluminação deveria ser subterrânea, conforme o projeto licitado.

Franz também explicou que a obra foi dividida em três fases: a fase de licença prévia, a fase de instalação e, finalmente, a fase de operação. “Como ainda faltava a parte da iluminação, que não concluímos por causa desse desentendimento com o projeto original da Itaipu, estamos ainda na fase de instalação. Para o pessoal do Ibama, isso não nos dá o direito de liberar a via para o trânsito. Veja bem, temos um choque de opinião entre dois órgãos ambientais, já que o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) nos deu a licença”, declarou, na época.