O reservatório de Itaipu, o último da Bacia do Rio Paraná, sente os efeitos da seca que está castigando todo o País.

Com o prolongamento da estiagem, a usina está operando com o nível do reservatório abaixo do normal.

-------------- Notícia continua após a publicidade -------------

A economia dos municípios pode ser afetada, caso o nível baixo se manter, devido a quase impossibilidade de utilização das praias para banho.

A cota de operação ontem chegou a 217,30 metros acima do nível do mar.

A faixa normal operativa é de 219 a 220,30 metros.

O nível do Lago de Itaipu está dois metros abaixo do normal.

Com o atraso do período chuvoso toda água que chega está sendo aproveitada para gerar energia ou para regularizar o armazenamento.

Ontem, por exemplo, a Itaipu precisou utilizar água, além da vasão normal do rio, para a produção de energia.

A afluência, fio d’água que chega nas turbinas, era de 8. 875 metros cúbicos por segundo e foram utilizados 10.403 metros cúbicos por segundo, conforme dados constantes no Operador Nacional do Sistema.

Nós últimos dias voltou chover no Sudeste e Centro-Oeste, onde estão localizados os reservatórios da Bacia do Rio Paraná que tem influência direta no reservatório da usina de Itaipu e, por isso, há expectativa positiva quanto ao melhoramento do nível da água no Lago.

O nível de armazenamento do sistema elétrico brasileiro está em torno de 35%, com tendência de alta. Não há riscos para o abastecimento.

A Itaipu opera a fio d’água, ou seja mantém apenas um volume pequeno de estoque, para isso foi feito o reservatório, ou seja, o Lago de Itaipu, e utiliza a água que chega das usinas a montante, num total de 47, para gerar energia elétrica.

O uso desse estoque, a água do reservatório, depende da demanda, que continua alta no Brasil e no Paraguai. A expectativa é que as chuvas de dezembro continuem de forma consistente para que a situação seja normalizada.

O cenário é positivo. Está chovendo onde precisa chover.

Se a previsão se confirmar, a tendência é que a partir da segunda quinzena de dezembro a situação esteja totalmente normalizada.

Os prefeitos da região, onde há as praias, devem aproveitar o período de baixa das águas para realizarem obras nos locais antes ocupados pela água.

Fonte: FocoSH