Comandante da 2ª Cia/BPFron, Capitão Éldison Martins do Prado

Percebo que a Polícia, o Judiciário, o Ministério Público, os demais Órgãos e Instituições relacionadas a Segurança Pública, e a comunidade em geral, estão motivados e, na maioria das vezes, integrados e em sintonia nas ações voltadas a prender marginais.

Porém, acredito que faz falta a ocorrência de punições mais rigorosas. Está muito comodo ser bandido.

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A legislação deveria ser revista no aspecto punitivo.

Temos inúmeros artigos na lei que foram elaborados visando garantias ao preso.

Há tempos que não vejo algo sendo elaborado relacionado ao aumento do rigor da punição.

Parece-me muito brando preocupar-se apenas com o tempo de cerceamento da liberdade.

É sugestivo a criação de algo voltado a uma especie de punição vinculada a perca ou esforço pra conquistar, como por exemplo: trabalho pra pagar a manutenção e despesas do encarceramento (água, luz, alimentação, auxilio prisional, etc… Não trabalhou, não tem direito ao recurso), doação de sangue, doação de órgãos, doação de bens, enfim, algo nesse sentido, baseado numa dosimetria estabelecida mediante analise criteriosa.

Salientando que o trabalho nas penitenciarias tivesse características escravistas, pois, trabalho normal é para o cidadão de bem.

Utopia não é mesmo?! Mas todo poder emana do povo.

Por Éldison Martins do Prado

* O autor é Oficial da Polícia Militar; Bacharel em Segurança Pública