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O duelo contra a Rússia, nesta segunda-feira, no estádio Stamford Bridge, em Londres, deveria ser apenas mais um amistoso para a seleção brasileira. Deveria. No entanto, há coisas importantes em jogo. Os jogadores admitem que é preciso vencer para mostrar que o trabalho de Luiz Felipe Scolari está no caminho certo, adquirir um pouco de tranquilidade e confiança e começar a conquistar a torcida. Para Kaká, individualmente, é a oportunidade, provavelmente a última, de provar que pode fazer parte do grupo da Copa das Confederações. A partida começa às 16h30 de Brasília (19h30, em Londres) e apesar da temperatura beirando a zero grau centígrados, a expectativa é de que seja quente dentro de campo.

kaka2Felipão diz que o mais importante, neste momento, é a estruturação da seleção. “A pressão por vitória, para mim, é zero”, disse neste domingo o treinador, que tem uma derrota (1 a 2 para a Inglaterra) e um empate (2 a 2 com a Itália) neste seu início de trabalho. “Nesse momento eu tenho de montar o time, organizar o sistema de jogo. Se meus jogadores fizeram aquilo que estou propondo, fico tranquilo”.

A declaração pode ser entendida como uma tentativa de tirar a pressão sobre seus convocados. Campeão mundial em 2002 com o Brasil, ele conta com o apoio, e a paciência, da torcida. Os jogadores não têm o mesmo conforto.

O goleiro Julio Cesar já disse que prefere jogar mal e ganhar do que ir bem em campo e perder. Oscar, com cada vez mais espaço na seleção, reconhece que é preciso vencer. Outros jogadores já fizeram o mesmo e neste domingo o zagueiro David Luiz, um dos capitães que a equipe terá ao longo dos jogos, também deixou bem claro que só há uma maneira de garantir a confiança do torcedor: “vencendo”.

Mas, de certa forma, ele também possui compreensão e paciência com o trabalho na prática recém iniciado. “Tenho certeza de que a gente vai conseguir conquistar o torcedor até a Copa do Mundo e que esse vai ser o grande diferencial”, garantiu David Luiz, que nesta segunda, assim com Oscar, joga literalmente em “casa”, pois atua no Chelsea, time proprietário de Stamford Bridge. “Para mim vai ser especial jogar pela seleção em casa, mas sem sair do foco, que é vencer pela seleção”, disse o jogador, reiterando a necessidade de vitória na partida contra os russos. Ramires, volante que também joga no clube inglês, foi cortado neste domingo por não se recuperar de contusão muscular.

kakaPara Kaká, a necessidade vai além. Ele precisa dar o máximo para garantir um lugar na equipe. Talvez por isso, nos últimos dias tem se mostrado arredio. Apesar de se esforçar para mostrar que está integrado ao grupo – brinca muito com os colegas nos treinos – é o único jogador que não deu entrevista. Até Neymar, que está sendo preservado pela comissão técnica, falou no dia em que se apresentou e depois do jogo contra a Itália.

Felipão não confirmou, mas Kaká deve entrar no lugar de Hulk. Vai exercer a função do jogador do Zenit St.Petersburg, pela direita do ataque (ele às vezes tem jogado de atacante no Real Madrid). Mas terá liberdade para se movimentar. Oscar permanece na equipe. “O Kaká não pode jogar na função do Hulk? Pode. E o importante é que tenho alternativa. Se não der certo nos primeiros 15 minutos, tem como modificar por causa da qualidade dos jogadores. É como em 2002, quando invertia as posições do Rivaldo e do Ronaldo”, explicou Felipão, que durante a partida pode variar também o esquema tático e jogar até em um 4-2-3-1, com três jogadores mais na meia (Kaká, Oscar e Neymar) e apenas Fred isolado no ataque.

As outras alterações no time em relação ao jogo contra a Itália, estas já sabidas, são as entradas de Thiago Silva e Marcelo, nos lugares de Dante e Filipe Luis, respectivamente.

E a Rússia pode ser realmente um bom teste para o Brasil. A equipe está descansada porque teve seu jogo contra a Irlanda do Norte adiado por causa da neve e lidera o Grupo F das Eliminatórias Europeias com 12 pontos em quatro jogos. Mas não terá o capitão Denisov, contundido.

Fonte: Agência Estado


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